quarta-feira, 28 de abril de 2010

PADRE FRANCISCO JOSÉ CORREIA DE ALBUQUERQUE








SUGESTÃO PARA PATRONO DE UMA DAS CADEIRAS
DA ACADEMIA DE LETRAS, ARTES E OFÍCIO MUNICIPAIS DE BEZERROS







Para os dados biográficos do Pe. Francisco José, nos baseamos principalmente no que escreve o Padre Teotônio Ribeiro, em seu Escorço Biográfico do grande Missionário.
Filho de José Francisco, ao que tudo indica, natural de Bezerros (PE), casado com Teresa Correia, provavelmente de Penedo (AL), onde também faleceu. O Pe. Francisco teria nascido “em ano que se ignora – talvez em 1757 – num obscuro subúrbio desta cidade de Penedo, geralmente conhecido por Saboeiro.” Pelo fato de, como Missionário, não ter residência fixa em nenhum lugar, e por “muitos outros motivos de ordem secundária, houve quem o imaginasse oriundo de Sirinhaém, Bezerros e S. Brás, tudo isto, no entanto, sem vislumbres de verdade e por mero equívoco.” [1]
No V.º Volume da obra O Clero no Parlamento, no Índice de pessoas, consta que ele é “natural de Alagoas, Província que representou como Deputado na 2.ª legislatura.” [2] Já o Padre Lino do Monte Carmelo Luna, em sua MEMÓRIA HISTÓRICA E BIOGRÁFICA DO CLERO PERNAMBUCANO, dedicada pelo Autor à Sua Majestade Imperial D. Pedro II, a 14 de março de 1858 (cerca de 9 ou 10 anos após o falecimento do Pe. Francisco), escreve sobre o Missionário por ele biografado: “Francisco José Correia, natural da cidade do Recife de Pernambuco...”
Parece não restar dúvidas que o Pe. Francisco é alagoano de Penedo, embora os que o afirmem não apresentem documentos comprobatórios.
Missionário que marcou a história eclesiástica do Brasil, especialmente em Alagoas e Pernambuco, o Pe. Francisco José desempenhou papel muito importante em Penedo, como pacificador, por ocasião da Revolução pernambucana de 1817; foi Deputado Geral por Alagoas (1831), Deputado na 1.ª Legislatura da Assembléia Legislativa de Pernambuco (1835-1837); foi o pacificador do movimento sebastianista de “Pedra Bonita” ou da “Pedra do Reino Encantado de Dom Sebastião (1838)”; fundador de uma Casa de Caridade ou Recolhimento em Bezerros (já antes do Pe. Ibiapina!) no sítio Fazendinha (com um convento de freiras, capela, cemitério, cujas ruínas ainda podem ser percebidas); e morreu na Fazendinha em 1847 ou 1848, sendo os seus restos mortais, por ordem diocesana, transferidos da igreja do Rosário de Bezerros para o Recife, talvez com a intenção de se evitar fanatismo religioso em torno de sua sepultura, medida retrógada (para nós hoje) que fez com que sua memória se perdesse, substituída pela do Pe. Ibiapina, um dos seus fiéis imitadores!
Pe. Francisco Correia foi escolhido como Patrono da Cadeira N° 6 da Academia de Letras da histórica cidade de Penedo, cadeira hoje ocupada pelo Dr. Tobias Medeiros. Reconhecendo as virtudes daquele sacerdote, o então Governador de Alagoas, Dr. Osman Loureiro, através do Decreto 2292 de 16 de novembro de 1.937, deu o nome do Pe. Francisco Correia a uma escola de Santana do Ipanema, hoje uma unidade de ensino que é um referencial no Estado."Tobias Medeiros relata que foi lançado na Paróquia de Santana do Ipanema, para comemorar os 170 anos de fundação daquela Paróquia (1836, - 2006), o seu livro A Freguesia da Ribeira do Panema. "O importante é que foi lançada a campanha, por iniciativa do autor do livro, para a beatificação do Pe. Francisco José Correia de Albuquerque, o 1° Vigário da Paróquia de Santana do Ipanema".
“Na lendária cidade sertaneja de Santana do Ipanema, o padre Francisco José Correia de Albuquerque missionário pernambucano, plantou no século XVIII, o núcleo de evangelização e catequese. Ao longo dos passos da história desse povoamento remoto, verificou-se a construção da Capela que se transformou em Matriz, pela criação da freguesia em 24 de Fevereiro de 1836, pela lei Nº 9, ao ensejo do período Regencial.”
“24 de Fevereiro de 1836 – Pe.Francisco José Correia de Albuquerque, pernambucano, da cidade de Bezerros, foi o primeiro pároco e fundador da Matriz de Santana. A capela foi construída pelo Padre na fazenda de Martinho Rodrigues Gaia no ano de 1786. Com grande veneração entre os fazendeiros, vaqueiros e também nos meios políticos-administrativos, onde teve grande fama de conhecedor das terras e das gentes do interior alagoano. Pe. Francisco Correia foi escolhido membro do conselho geral da província, logo após a proclamação da independência do Brasil. Com aproximadamente 71 anos, foi nomeado o primeiro pároco da Matriz em 24 de fevereiro de 1836, sempre esteve voltado para os grandes problemas do homem sertanejo, sobretudo em defesa dos pobres e necessitados. Em 1842 passou o cargo de administrador da paróquia para o Frei Manoel, retornando para sua terra natal, onde faleceu.”



Texto Extraído do Jornal Tribuna do Sertão - Edição 1989

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O Padre Francisco José era escultor de imagens. Consta que na face do Cristo crucificdo
de Santana do Ipanema ele imprimiu os traços do seu próprio rosto.
É considerado fundador de São Bento do Una, pois foi depois de uma missão pregada por ele em 1830, que teve início a construção da capela do Senhor Bom Jesus dos Pobres que deu origem ao povoado.
O início da construção da capela se deu a 12 de novembro de 1831.
Pode-se dizer que, praticamente, o lugar passou a Povoação a partir da construção da Capela, como normalmente acontecia em outras regiões. Sendo assim, pode-se considerar o Padre Francisco José como um dos fundadores de São Bento do Uma, como o foi de Santana do Ipanema. [3]

Frei José Milton de Azevedo Coelho, OFM


Texto Extraído do Jornal Tribuna do Sertão - Edição 1989

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Texto Extraído do Jornal Tribuna do Sertão - Edição 1989

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[1] Escorço Biográfico d0o Missionário Apostólico Doutor Francisco José Correia de Albuquerque, Presbítero Secular do Hábito de S. Pedro, vulgarmente conhecidp por “Santo Padre Francisco”, 2.ª edição, Casa Ramalho Editora, Maceió / AL, 1958.
[2] O Clero no Parlamento Brasileiro, obra editada pela Câmara dos Deputados, Centro João XIII (IBRADES) e Fundação Casa Rui Barbosa, Brasília – Rio de Janeiro – 1980, V.º Volume - Câmara dos Deputados ( 1861 – 1889), p. 291.
[3] Fonte: Ivete de Morais Cintra, Adalberto Paiva, Pe. João Firmino, São Bento do Uma: Formação Histórica, Centro de Estudos de Hist[ória Municipal. Recife, 1984.

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