domingo, 26 de abril de 2009

SENHOR SANTO CRISTO DE IPOJUCA



IMAGEM DO MILAGROSO SENHOR SANTO CRISTO

Origem do culto ao Senhor Santo Cristo



Ipojuca tornou-se a terra de Santo Cristo em 1663, ano em que a imagem milagrosa deve ter vindo de Portugal.



[...] A devoção nascida no Calvário e reavivado por São Francisco no Monte Alverne, encontrou um ninho caloroso na modesta igreja conventual de Ipojuca. Teatro de cenas bélicas durante a Guerra Holandesa, devia o Convento receber a recompensa pela atitude dos franciscanos "e também dos ipojucanos" na luta contra a heresia calvinista dos invasores. Enquanto os vencedores levantaram templos à Nossa Senhora dos Prazeres e a outros Santos, em Ipojuca o Senhor Santo Cristo escolheu o santuário onde seria adorado e invocado.



[...] Sobre a origem desta devoção e a vinda da imagem milagrosa, faltam-nos dados históricos. A crônica franciscana de Ipojuca limita-se a dois termos que descrevem as cerimônias de aposição da primeira pedra e de inauguração do santuário (ou capela lateral da igreja do convento).



[...] Contentemo-nos, pois, com os dados críticos e indubitáveis que Jaboatão transcreveu do cartório [arquivo] franciscano de Ipojuca:



Trata-se, primeiro, do lançamento da primeira pedra no alicerce da capela do Bom Jesus. Foi no domingo 4 de novembro de 1663, em missa cantada pelos Religiosos Franciscanos. A pedra foi benzida pelo Guardião Frei Manuel da Presentação. Os que botaram a pedra embaixo foram o mesmo guardião e o Capitão Francisco Dias Delgado, doador da imagem, doador e patrono da Capela. A pedra foi assentada pelo pedreiro Pantaleão da Silva. Participaram da celebração os Padres seculares Antônio Pereira da Cunha e Francisco Martins Pereira.[1]



Com a palavra Frei Jaboatão:

Em segundo lugar: “Decorridos 22 meses após o lançamento da primeira pedra, celebrou-se com toda a pompa a entronização da imagem milagrosa..” Era o dia 14 de setembro uma segunda-feira, de 1664), festa da Exaltação da Santa Cruz. “veiu em procissão da Matriz para este Convento, carregando o andor oito religiosos sacerdotes. Cantou a missa em a mesma Capela o Irmão Pregador Frei Bernardo da Encarnação, sendo Comissário provincial o Irmão Frei Aleixo da Madre de Deus, e pregou o Irmão Frei Daniel de São Francisco, Mestre de Teologia e padre da Província.”[2]



O Guardião do Convento não era mais Frei Mateus da Apresentação, como escreve Frei Jaboatão, mas Frei Melchior dos Anjos (19-04-1664 a 08-08-1665). Aquele foi Guadião até 19 de abril de 1664 e retornou a 08 de agosto de 1665, quando Frei Melchior lhe passou o cargo que dele recebera.[3]



AS LENDAS

A tradição oral e o folclore envolveram os fatos históricos de ricos detalhes. Difícil, porém, é a comprovação científica dos mesmos. Frei Jaboatão, criterioso como era, achou por bem relatar o que se contava de pais para filhos entre as famílias dos Albuquerques Maranhões, e, por que não dizer, do povo de Ipojuca. Deve haver na versão popular um fundo histórico, sem dúvida. Frei Venâncio afirma, com base em documentos, serem históricas as personagens relacionados com o que conta a lenda sobre a origem do culto e do Santuário (Capela) do Senhor Santo Cristo.[4]



O jovem frade leigo, Frei Antônio de Santa Maria, filho de Matias de Albuquerque Maranhão, professara neste convento de Ipojuca aos 29 de agosto de 1660. Era sobrinho do Capitão Francisco Dias Delgado, dono do Engenho Trapichre, vizinho do Convento. Fora encarregado de zelar pelo coro do Convento, onde havia, como era costume, um crucificado de frente para as estalas e de costas para o corpo da igreja (como se vê, ainda hoje, no Convento de santo Antônio do Recife e no de Salvador).



Vamos, agora, à tradição oral.



Ao espanar aquela imagem, estava ela tão estragada, que não resistiu ao espanador, desprendendo-se da cruz e espatifando-se no chão.



Receoso do castigo, Frei Antônio fugiu para a casa do tio, pedindo-lhe ajuda. Ora, Francisco Dias Delgado era e grande benfeitor dos frades. Prometeu ao Superior mandar vir do Reino uma imagem que substituísse a que ficara irrecuperável. Encarregou disto o seu procurador. Mas este, estando em Portugal, esqueceu a recomendação do Senhor do Engenho Trapiche e não cuidou de mandar fazer a imagem que lhe tinha sido pedida. Mas eis que, à véspera da viagem de volta, foi procurado por um desconhecido que lhe perguntou se não queria uma imagem do Senhor santo Cristo. Era muito comum encomendas de imagens para a colônia brasileira. O procurador caiu em si e aceitou logo aquele Santo Cristo, embora reconhecendo ser grande demais para nicho em que ia se colocado. Ficou logo com a imagem, prometendo-lhe o vendedor comparecer ao navio no outro dia, em tempo de receber o pagamento ajustado. Só que não foi mais visto, por mais que aquele procurador fizesse para localizá-lo.



A lenda vai além do referido por Jaboatão. Conta-se que os ventos desviaram o navio da rota do Recife, aportando ao Porto das Galinhas, terras do Capitão Dias Delgado. Este examinou a imagem. Como era desproporcional ao nicho que a aguardava, resolveu fazer doação dela a outra igreja da região (a de Nossa Senhora do Ó? – perguntamos nós). Preparou-se um carro–de-bois especial para transportar a imagem à igreja onde deveria ser entronizada. Mas os animais não obedeciam ao comando do carreiro. Só queriam tomar o caminho de Ipojuca. Avisado do ocorrido, Dias Delgado determinou que deixassem os bois livres para tomarem o rumo que desejassem. Os irracionais seguiram o caminho contrário, atravessando os canaviais, sem parar, até chegarem ao Convento dos frades. Dias Delgado resolve recolhe-la, provisoriamente, na matriz de São Miguel, prometendo aos frades providenciar outra imagem para o coro do convento. E toma a determinação de construir na igreja do Convento uma Capela lateral onde, de acordo com os frades, seria entronizada a imagem do Santo Cristo cuja fama de milagrosa se espalhara por toda parte. E às suas espensas logo se começa a construir o santuário que se denominou do Senhor Bom Jesus.



Escreve Fr. Venâncio: “Já que a fama dos milagres acompanha a imagem desde Portugal, interpreta-se também como maravilha o encontro da cruz”. Teria sido uma dádiva da natureza: com pouco trabalho, se pôde fazer dela a cruz inteira, servido o tronco de haste vertical e dois galhos de trave, de tal maneira tão ajustada, que, segundo Pereira da Costa, isso não se teria conseguido melhor se os braços da imagem fossem postiços, permitindo remanejamento. O que, de fato aconteceu, conforme a tradição, foi que a árvore se adaptou perfeitamente à imagem, sem que preciso fosse alterar em nada o original, que, pela sua grandeza é de uma bem disposta e perfeita imagem de homem.[5]



“Dias Delgado, o fundador da capela, não ficou como seu padroeiro, e nem constituiu para ela patrimônio algum, porque já o era do altar da Conceição da igreja do mesmo Convento, e assim permaneceu até o ano de 1700, quando em congregação dos padres foi a capela do Bom Jesus concedida a João de Novalhas, para sepultura sua e dos seus herdeiros com o ônus de cem mil réis anuais para o seu ornato, para o que encabeçou ele quatro mil cruzados no seu engenho e terras de Sibiró de Riba.” [6]



Voltando ao núcleo histórico, demos a palavra a Jaboatão: “É a cruz inteiriça, como fica dito e por novo exame ou revista que de presente se fez, por instância nossa, se acha ser assim.” [7]



De onde vem, perguntamos nós, que se tenha divulgado o mito de que a imagem do Senhor Santo Cristo de Ipojuca tenha características jansenistas, o que consideramos pura fantasia. É de estranhar que nunca tenha sido feito este reparo pelas autoridades religiosas desde o século XVII até hoje. Se o fosse, certamente teria havido alguma advertência daqueles a quem cumpria o dever de preservar a ortodoxia do culto católico, e isto nunca aconteceu. Dom João Marques Perdigão, Bispo de Pernambuco, na Visita Pastoral à freguesia de Ipojuca (de 31 de dezembro de 1834 a 04 de janeiro de 1835) , destaca em seu diário o esplendor do seu culto e a piedade dos romeiros que demandavam a Ipojuca “desta e de outras freguesias”. Ele mesmo fez sua visita ao Senhor Santo Cristo e elogia a decência da igreja do Convento que o hospedou, como veremos adiante.



Consta que os jansenistas não aprovavam imagens de Cristo com os braços abertos, pois, para eles, isto significaria uma abertura muito grande para a salvação de todos. Os braços levantados de Cristo apontavam para o céu, destino apenas dos escolhidos. Não sabemos a quem atribuir este particular da doutrina jansenista. Sabemos que o padre holandês Cornélius Jansen, a partir da França no século XVII, embora se dizendo católico, investia contra o Papa e a Igreja romana, sendo combatido pelos jesuítas que o consideravam calvinistas camuflado. Condenado como herético pelo papa Urbano VI, Jansen espalhou sua doutrina pelo mundo católico criando em várias partes igrejas independentes. Sua doutrina se caracterizava pelo rigorismo extremo em questões de moral. Este moralismo, sim, passou sorrateiramente para pastores e fiéis, está presente na literatua ascética e moral de autores portugueses que o passaram para suas colônias. Deus era visto muito mais como Juiz implacável do que como Pai misericordioso e bom.



Já vimos que em maio de 1763, escrevia Fr. Jaboatão, ter sido a cruz do Senhor Santo Cristo examinada a seu pedido e o estudo revelou que ela se conservava como era originalmente: “inteiriça”.



Frei Venâncio diz que a cruz não é mais a original: “Ao ser feita a nova encarnação da imagem, em 1937, partiu-se a trave transversal da cruz, deixando patente a emenda artificial.” [8]



A cruz primitiva que, segundo Jaboatão, era inteiriça, há muito deixou de existir.



O resplendor que realça a cabeça da imagem traz a inscrição: “ 1682 MANDOU FAZER O PADRE MARCOS GOUVEIA, S.G.” [9]



Para concluir esta parte, uma transcrição do historiador Padre Manuel Barbosa [10] sobre as numerosas invocações do Crucificado entre nós: “Como enternece a alma católica procurar um bálsamo para mitigar as dores físicas e morais, invocando o Senhor Bom Jesus da Agonia, da Esperança, da Consolação, da Boa Sentença, do Bonfim, dos Navegantes, do Bom Caminho, dos Milagres, dos Pobres, dos Necessitados, dos Agonizantes... dos Perdões, dos Remédios, da Cana Verde...”



E Frei Venâncio prossegue: “Os mais célebres santuários brasileiros dedicados a N. Senhor Jesus Cristo são: Sr. do Bonfim e Sr. Bom Jesus da lapa, Bahia; Sr. Santo Cristo de Ipojuca, Pernambuco; Sr. Bom Jesus de Matosinhos e Sr. Bom Jesus de Congonhas, Minas; Sr. Bom Jesus de Pirapora e Sr. Bom Jesus dos Perdões, São Paulo; Sr. Bom Jesus de Iguape em Santa Catarina. O santuário de Ipojuca é dos mais antigos.” [11]



Poderíamos acrescentar muitos outros, entre eles a imagem milagrosa Cristo das Necessidades, venerado numa capela laterai da igreja do convento franciscano daquela cidade: “intronizada em seu altar em 1775”, 100 anos depois da do Senhor santo Cristo de Ipojuca.[12]



Os jansenistas não conseguiram tirar da alma de nosso povo a ternura e a compaixão pelo Cristo Crucificado, “escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1Cor 1. 23).



A imagem do Senhor Santo Cristo juntamente com a cruz está sendo restaurada em Olinda. A do Senhor Morto já o foi e consta na abertura deste blog.



[1] Conf. Id. Ibd. pp. 34 a 35. Conf. também op. cit. nota 1 ao Cap. X, p. 87.

[2] Conf. Id. Ibd. p. 35

[3] Conf. Id. ibd. nota 2 ao Cap. X, p.87. Conf. também a lista dos Superiores do Convento de Ipojuca, op. cit.. p. 78, N.º 27.

[4] Id. Ibd. p. 36.

[5] COSTA, Francisco Augusto Pereira da -, Anais Pernambucanos, Tomo 3 (1635 – 1665), 2.ª Edição, Recife, 1983, p. 511.

[6] COSTA, Francisco Augusto Pereira da -, Anais Pernambucanos, Tomo 3 (1635 – 1665), 2.ª Edição, Recife, 1983, p. 512..

[7] Apud WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, pg. 38. Conf. também COSTA, Francisco Augusto Pereira da -, Anais Pernambucanos, Tomo 3 (1635 – 1665), 2.ª Edição, Recife, 1983, p. 511 a 112.

[8] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, pg. 38. Conf. também COSTA, Francisco Augusto Pereira da -, Anais Pernambucanos, Tomo 3 (1635 – 1665), 2.ª Edição, Recife, 1983, p. 94, nota 6.

[9] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, pg. 38. Conf. também COSTA, Francisco Augusto Pereira da -, Anais Pernambucanos, Tomo 3 (1635 – 1665), 2.ª Edição, Recife, 1983, p. 69.

[10] BARBOSA, Padre Manuel -, A Igreja no Brasil, p. 263.

[11] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, op. cit. nota 7 ao Cap. XI, p. 88.

[12] Id. Ibd. p. 40.



IMAGENS DO CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO DE IPOJUCA

Escreve Frei Venâncio: “As primitivas imagens do Convento de Santo Antônio eram de cerâmica; provavelmente tiveram como autor o franciscano português Frei Francisco dos Santos, a cuja perícia muitos Conventos antigos tiveram a planta e as imagens. A única relíquia das imagens de barro é a cabeça de um santo franciscano, não identificado, que se encontrou em 1935, ao ensejo das escavações feitas para o alicerce do altar-mor."

Sobre a procedência e época das imagens de madeira, faltam dados minuciosos, traindo o estilo barroco, a que obedecem os séculos XVII ou XVIII.”[1]

Comparando-se os bens móveis dos inventários de 1648 e 1852, “nota-se enorme perda de imagens, devido, provavelmente, ao abandono do convento em fins do século XIX.” [2]

Segundo Frei Venâncio, as imagens do convento de ipojuca “estão assim localizadas:

No altar-mor: Sr. Santo Cristo de Ipojuca, ao centro; Santo Antônio de Lisboa, à esquerda; S. Francisco de Assis, à direita.

Nos altares laterais: N. S.a da Imaculada Conceição, à esquerda; S. José e S. Miguel Arcanjo, à direita.

Na capela dos milagres: Sr. Morto e S. Benedito, o preto.

Na capela lateral (antigo Santuário): S. Roque.

Nos nichos: N. S.a das Dores e N. S.a da Piedade, em frente ao púlpito (que, lamentavelmente não existe mais!); Santa Luzia, à entrada da igreja; Santo Antônio de Lisboa, na portaria; N. S.a do Capítulo, no oratório da comunidade (atualmente na sala de Recreio).

Consta no Inventário de 1852 que tinha “1 par de brincos de ouro, 7 espadas com copos de ouro” de Nossa Senhora das Dores e “3 anéis de ouro da mesma senhora”.

No salão dos Guardiães: S. Benedito e Santo Franciscano (fragmentos).” [3]

As imagens de São Vicente, de S. Cosme, de Nossa Senhora da Soledade, de Sant'Ana , de S. Joaquim e de Nossa Senhora do Rosário já não existem. A atual imagem de Nossa Senhora da Soledade foi doada ao Santuário em 1940, sendo, como as demais antigas, de madeira.” [4]

No Inventario de 1852, consta um diadema de Nossa Senhora da Soledade.

Não sabemos de onde vieram as imagens de madeira, de S. Joaquim e de Sant'Ana com a Menina, que hoje vemos de um lado e outro da entrada da Secretaria da Paróquia (no Convento).

No mesmo Inventário consta o resplendor e cajado de S. Joaquim, os resplendores de Sant'Ana e de Nossa Senhora (Menina).

Temos uma bela imagem de S. Vicente, parecendo também muito antiga, que hoje se encontra no corredor da biblioteca ou atual Guardianato.

O Convento conserva também uma imagem de S. Cosme e outra de S. Damião, em estilo barroco, bastante danificadas pelo tempo. Apresentam traços de gêmeos, vestem-se do mesmo jeito, mas um se apresenta com pequena barba, ao passo que o outro tem a face raspada.

SANTO ANTÔNIO: imagem barroca, provavelmente do século XVII, com o Menino Deus no braço esquerdo e a cruz de prata na mão direita. É, desde a fundação, o padroeiro do Convento e da igreja. No entanto, assevera Frei Venâncio que o Patrono principal da igreja do Convento é o Senhor Santo Cristo, continuando Santo Antônio padroeiro do Convento. A partir de quando começou esta precedência do Senhor Santo Cristo? A partir de sua festa de janeiro de 1936, quando foi entronizado no centro do altar-mor. Escreve Frei Venâncio, que as imagens primitivas do Convento não existem mais. Diz também que os Restauradores alemães substituíram, em 1906, as imagens antigas por imagens nova e que as imagens de São Francisco e de S. José foram mandadas para o Engenho Arimbi, escapando, assim do incêndio de 1935..

Os jovens frades restauradores, vindos da Alemanha, não sabiam apreciar a arte barroca, substituíam imagens de madeira por estátuas de gesso importadas (muito belas, por sinal).

Acontecia, por vezes, lamentável traquinagem. Como a de transformar um santo em outro, conforme a necessidade do momento. Foi assim que um Arcanjo S. Miguel do Convento Franciscano de Olinda, perdeu azas, escudo, espada e balança, para servir de Santo Rei Gaspar junto ao Menino Jesus.

IMAGEM DE SÃO JOSÉ - “Diz a crônica do Convento que na gestão do Guardião Frei Rafael da Conceição, entre 1761 e 1764, chegou a imagem de S. José. A representação do santo com botas valeu-lhe o título de S. José dos Caminhantes. [...] Quando, em 1906, diversas imagens antigas foram substituídas por novas, seguindo as de S. José e S. Francisco para a capela de Arimbi, ninguém supunha que seria essa a maneira de fazê-las escapar de completa destruição, pois o incêndio de 1935 reduziu a cinzas as imagens novas do altar-mor, o que motivou a volta das antigas a seus lugares de honra.” [5]

No Inventário de 1852, constam um resplendor de S. José e outro do Menino.

Havia no Convento a Confraria de São José.



A IMAGEM DE S. ROQUE

Era o Patrono da Ordem Terceira de Ipojuca. Tinha a sua festa a 02 de janeiro. A imagem de S. Roque se encontrava na capela lateral do Bom Jesus, a capela do Sr. Santo Cristo, chamada também de antigo Santuário. Hoje se acha no nicho lateral, frente ao altar da Conceição.

O Inventário de 1852 lhe atribuía 2 pares de cortinas com sanefas.



IMAGEM DE S. BENEDITO

Achava-se, segundo Frei Venâncio, no salão dos Guardiães. Tinha a sua Irmandade no Convento. “O único documento que havia no arquivo franciscano de Ipojuca sobre a extinta irmandade de S. Benedito, perdeu-se no incêncio de 1935, o Inventário das alfaias pertencentes à mesma Irmandade.” [6]

Havia, pois, m Ipojuca a Irmandade de S. Benedito, com assistência espiritual dos franciscanos.

No Inventário de 1852 consta 1 resplendor e 2 pares de cortina com sanefa de S. Benedito.

Consta no Inventário de 1852 que tinha “1 par de brincos de ouro, 7 espadas com copos de ouro da mesma Senhora, 3 anéis de ouro da mesma senhora.



IMAGEM DE SANTA LUZIA

No mesmo Inventário costa 1 resplendor de Santa Luzia.



IMAGEM DO MENINO JESUS DA SACRISTIA

No Inventário de 1852 resplendor do Menino Jesus da sacristia.



IMAGEM DE SÃO BOAVENTURA

No mesmo Inventário consta um (1) resplendor de São Boaventura.

A imagem de São Boaventura foi levada para o Convento Franciscano de Olinda.



IMAGEM DE NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO

Encontrava-se antigamente na igreja do Convento. Hoje se acha no Refeitório da Comunidade Franciscana.

É igual à que existe na Capela de Sant´Ana do Rio Doce (Olinda) e que foi mandada restaurar em Ponte dos Carvalhos por Frei José Milton. Foi adquirida pelos frades restauradores no final do século XIX ou início do século XX e deve ter vindo da Alemanha.


IMAGEM DO SENHOR MORTO: Consta no Prieimeiro Livro de Crônica do Convento que a imagem do Senhor Morto é nova: Foi doada por ocasião da restauração da igreja, apoós o incêndio de 1935. Sempre se conservou na sala dos mliagres. Quando a 29 de agosto de 1937 foi entronizada a Imagem do Senhor Santo Cristo, foi, ao mesmo tempo, benta e inaugurada uma nova imagem: : a do Senhor Morto..



[1] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 67.

[2] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 94, nota 9.

[3] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 69.

[4] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 94, nota 3 ao cap. XXIII.

[5] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 67.

[6] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 90. nota 10 ao Cap. XIV.

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