segunda-feira, 28 de novembro de 2011

BOM JESUS DE IPOJUCA

A DEVOÇÃO AO BOM JESUS DA MATRIZ DE IPOJUCA, A MAIS ANTIGA DO BRASIL?


O que pouca gente sabe (até mesmo entre os frades) é que a devoção ao Senhor Bom Jesus ou Senhor Santo Cristo de Ipojuca vem sendo guardada e celebrada sem interrupção desde o seu início no ano de 1663. Seria a a segunda mais antiga devoção ao BOM JESUS de todo o Brasil, já que a do Senhor Santo Cristo ou Bom Jesus de Iguape (São Paulo) teve o seu culto público aberto a 2 de novembro de 1647 (veja na Internet, pesquisa Google).

Pesquisando mais as fontes históricas, hoje Frei José Milton não tem a menor dúvida: a devoção, documentadamente (!) mais antiga do Brasil ao Senhor Bom Jesus foi a do Senhor Bom Jesus da Matriz de Ipojuca, que remonta a 1606!

A fonte principal que o levou a esta conclusão é o historiador Pereira da Costa nos Anais Pernambucanos.

Pereira da Costa considera fato verossímel que a Freguesia de São Miguel de Ipojuca tenha sido criada em 1595 pelo Bispo Diocesano Dom Frei Antônio Barreiros, com sede na Bahia, naquele ano de Visita Pastoral em Pernambuco.
Já Frei Venâncio Willeke admite que a Visita Pastoral se deu de 1584 a 1585, ou, segundo alguns, de 1586 a 1587, ocasião em que teria sido criada a Freguesia de São Miguiel de Ipojuca.
As Denunciações do Santo Ofício de Pernambuco e da Bahia fornecem autos que nos permitem concluir que em 1589 ou, no máximo, em 1590, já existia a Freguesia de São Miguel de Ipojuca.
É possível, que ela tenha sido criada na década de 1580.
Segundo Pereira da Costa, a partir da Visita Pastoral de Dom Antônio Barreiros, “não são raros os documentos que aparecem sobre o assunto [isto é, a Freguesia de Ipojuca]" .
E aponta, nomeadamente, a escritura pública lavrada em 11 de agosto de 1607, pela qual Dona Margarida Alves de Castro fez doação de terras ao Senhor Bom Jesus da igreja matriz de Ipojuca.
Segundo Pereira da Costa, Fernando Pereira Rego era patrono da Capela do Senhor Bom Jesus da Matriz de Ipojuca em 1606. A Capela se erguia do lado da epístola (lado direito) e tinha suas armas esculpidas no topo do arco. Nela também se via o seu jazigo e da família. Nela foi realmente sepultado. Casou este senhor em 1606 com Dona Margarida Salgado. Vê-se que as duas senhoras Dona Margarida Alves de Castro e Dona Margarida Salgado são a mesma pessoa, citada primeiro com o nome de solteira e, depois, com o de casada.
Sabemos que a Matriz de Ipojuca de que trata a Escritura é a que foi consumida pelo incêndio de 29 de janeiro 1814, a que se refere Pereira da Costa, fato que levou o Vigário Miguel Nunes de Andrade a transferir os atos paroquiais para a Igreja do Livramento dos Homens Pardos, que desde então, até hoje, ficou como Matriz.
Mas, o que nos interessa mais nesta postagem é a descoberta de que, documentadamente, a devoção ao Senhor Bom Jesus mais antiga do Brasil foi a do Senhor Bom Jesus da Matriz de Ipojuca. É possível que a imagem seja a mesma que se encontra na atual Matriz (igreja de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos).
Se a imagem for a mesma, já não vamos dizer que, documentadamente, a devoção ao Senhor Bom Jesus da Matriz de Ipojuca FOI, mas sim, que É a mais antiga do Brasil.
Observemos ainda que o objeto da doação feita pelo casal Fernando e Margarida não se destinava a São Miguel mas ao Bom Jesus da Matriz, para a conservaçãoe e manutenção de sua Capela e culto, contribuição dos doadores para terem direito a jazigos e sufrágios previstos pelo Direito. Destruída a Matriz e não mais restaurada com a Capela do Bom Jesus,
certamente se perdeu o referido patrimônio. Pereira da Costa o afirma várias vezes.

Brevemente voltaremos ao assunto com mais detalhes.

sábado, 13 de agosto de 2011

PROVÍNCIA FRANCISCANA DE SANTO ANTÔNIO DO BRASIL

"UMA PROVÍNCIA CHEIA DE HISTÓRIA!
06:24 Postado por Erick Sávio
A Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil tem uma história riquíssima e que condiz com sua condição de primeira fraternidade franciscana a plantar suas raízes em terras de Santa Cruz.A 12 de abril de 1585, há 422 anos, chegaram a Olinda os oito frades fundadores da presença franciscana na Colônia portuguesa.O grupo de frades foi crescendo e tornou-se uma árvore frondosa a ponto de no dia 24 de agosto de 1657, portanto há 350 anos, tornar-se Província autônoma em relação à Província-mãe de Portugal.Conhecemos momentos cruciais de diminuição drástica do número de frades, mas fomos restaurados pela Província Franciscana da Santa Cruz da Saxônia, da Alemanha, com a chegada dos primeiros frades restauradores no dia 12 de dezembro de 1889. Já em 1901 a Província ressurgia "dos mortos". A partir daí vemos um período de crescimento e a multiplicação de novas presenças no Norte e Nordeste do Brasil.E hoje? Podemos falar de crise, mas compreendida e enfrentada com esperança. Há uma crise que perpassa a humanidade, comprometendo as chances de construirmos uma convivência humana em que todos sejamos beneficiários do progresso científico, da produção de alimentos, da democracia, do diálogo cultura e religioso! Também a natureza está profundamente ameaçada e com comprometimentos irreparáveis! E o que dizer da violéncia que atinge escalas inimagináveis?Temos chances de reverter o quadro negativo e ameaçador porque também a humanidade nunca ansiou tanto pela paz, pela justiça e pela igualdade!Dentro deste panorama, vemos a possibilidade de continuar marcando presença na construçáo da história humana, contribuindo com a riqueza do Carisma de São Francisco de Assis do qual somos depositários.Se formos fiéis ao nosso ideal de vida evangélico recebido do seráfico Pai Francisco, também não nos faltarão vocações. Talvez não na proporção necessária para nos garantir todas as presenças que hoje mantemos no Norte, Nordeste e na Alemanha. Mas certamente o suficiente para criar o impacto profético que a Igreja e a humanidade precisam.Além de estarmos caminhando para o ano de 2009, que assinalará os 800 de fundação do Carisma franciscano, nossa Fraternidade provincial, neste ano, faz memória de dois acontecimentos importantíssimos de sua história: os 35 anos do Documento de Bispos e Superiores Religiosos do Nordeste chamado "EU OUVI OS CLAMORES DO MEU POVO", do qual fomos signatários, em 6 de maio de 1973, no auge da ditadura militar; e os 25 anos da realização no território de nossa Província, em Salvador - BA, do Conselho Plenário da Ordem (CPO), que nos deu um documento fundamental para a missão evangelizadora de nossa Ordem "O EVANGELHO DOS DESAFIA" (25 de junho de 1983).Não nos faltam referências históricas para motivar nossa Fraternidade provincial a continuar marcando presença e construindo uma história protagonizada pelos pobres e excluídos de nossa pátria e de nossa América Latina.Nunca esqueço uma frase atualíssima de nosso teólogo maior Gustavo Gutiérrez: "Conhecer a história e descobrir o Deus que nela se revela, nisto consiste a fé bíblica".É preciso continuar contribuindo para construir a história alternativa à história dos grandes e poderosos deste mundo, como fez Francisco de Assis no século XIII.Quereremos fazer nossa parte! "

quarta-feira, 27 de julho de 2011

UMA DOUTRINA FRANCISCANA

O PRIMADO ABSOLUTO DE CRISTO

São Francisco empregava as palavras “fraternidade” e “irmão” num sentido bastante original, como observa o franciscano Eric Doyle em sua obra Francisco de Assis e o Cântico da Fraternidade Universal (Edições Paulinas , São Paulo, 1985).
É que S. Francisco tinha muito presente em seu espírito e coração, o mistério da Encarnação do Filho de Deus.
Escreve Doyle:
“Francisco de Assis não foi teólogo. Contudo, é responsável por uma doutrina teológica sobre a razão da encarnação do Filho de Deus, razão que, desde o tempo de Duns Escoto, leva a característica da teologia franciscana.” Acha Eric Doyole “que a formulação dessa doutrina no início d século XIV é o resultado lógico da mística totalmente cristocêntrica de São Francisco”.
Para ele, as palavras de S. Franciaco na Admoestação nº 6, onde afirma explicitamente que o corpo humano foi criado e formado segundo a imagem do Filho Jesus, são, “claramente, uma formulação embrional da razão da encarnação, expressa teologicamente como o primado incondicional de Cristo” (obra citada, p. 79).
Santo Antônio, São Boaventura e Duns Escoto deram expressão teológica ao ensinamento de S. Francisco.
Em termos simplificados, podemos resumir assim essa doutrina:
- Em termos negativos, se recusa a aceitar que o pecado possa explicar suficientemente a razão da encarnação no Filho de Deus.
- Em termos positivos, ensina que a razão da encarnação é primordialmente a livre decisão de Deus, desde toda a eternidade, de amar a si mesmo em outros fora de si e ser louvado e amado de modo perfeito por um outro fora de Deus.
“Por isso Deus prevê a união entre o Verbo e a Criatura Cristo que lhe deve supremo amor, mesmo que jamais tivesse havido a queda” (ob. cit. p. 80).
“Só em último lugar [Duns Escoto] vê o Cristo como Mediador vindo para sofrer e redimir o seu povo por causa do pecado [...]. Não se trata de negar o valor redentor dos sofrimentos de Cristo. Trata-se de inverter a ordem das prioridades. A encarnação do Filho de Deus, como centro orgânico e propósito final da criação, não teria sido menos necessária em termos do amor de Deus (que se explica por si mesmo), se jamais tivesse existido o pecado. Por toda a eternidade, é vontade amorosa de Deus unir em Cristo toda a criação. O mal nem causou nem deu ocasião para essa vontade amorosa” (ob. Cit. pg. 80).
Assim podemos entender porque Francisco se sentia irmanado não só a todos os homens, mas a toda e qualquer criatura. É porque ele sentiu no momento de sua conversão o elo que o unia a Jesus Cristo como seu irmão. Para Francisco Cristo era seu irmão, era um frade ou frei, lembra Eric Douyle. E cita a Carta aos Fiéis: “Quão santo[...] é ter um irmão como esse” , inspirado em Mt 12, 50 (vide: Escritos, Vozes, 1981, pg. . 20).
Francisco recupera para a Igreja o Jesus Cristo do Evangelho, o Deus-Conosco, o Emanuel. E nele a razão mais profunda da fraternidade entre os homens e entre estes e as demais criaturas, vistas agora não mais como objetos do domínio do homem sobre elas, mas como irmãos e irmãs por causa de Cristo, Primogênito de todas as criaturas.
Precisamos de regatar para nós mesmos, irmãos de Francisco, o pensamento dos grandes líderes da Teologia do primado de Jesus Cristo:
-Santo Antônio de Pádua (+ 1231) a nos dizer que Cristo está no centro de cada coração, no centro de todas as coisas;
- São Boaventura (+1274) a proclamar Cristo como princípio fundamental de todo conhecimento, [...] desde a investigação racional até a união contemplativa com Deus;
- João Duns Escoto (+ 8 de novembro de1308). com a sua doutrina sobre o lugar ocupado por Cristo no universo, ou seja, a doutrina do primado absoluto de Jesus Cristo (obra citada pg. 79).
Não foi sem razão que Warren G. Hansen [em livro publicado em Chicago em 1971] deu a S. Francisco o título de Patrono do meio ambiente. Francisco reinterpreta o dominai toda criatura do Gênesis (1, 27) não no sentido tradicional que, na prática, lhe deram os cristãos de usar e abusar da matéria e da vida, mas no sentido bíblico de gerir, administrar, para o bem delas e dos homens, as criaturas de Deus. Trata-se de um domínio de amor, não de escravização.“Não foi apenas a simpatia e amor pelas criaturas que moveu Francisco a escrever o Cantico do Irmão Sol, o egoísmo dos seres humanos também o motivou a fazê-lo, como esclarece o texto: Quisera [...] fazer um novo Cântico de Louvor ao Senhor pelas suas criaturas que usamos diariamente e sem as quais não poderíamos viver. Ofendendo-as, a raça humana ofende gravemente o Criador (“Espelho da Perfeição”, 100, em “Escritos de São Francisco”, Vozes, 1981, pg. 975; veja também Eric Doyle, pg. 87).
Vejamos como tudo isso se coaduna com o que escreve São Paulo aos Romanos: “Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o Primogênito numa multidão de irmãos. E aqueles que Deus predestinou, também chamou. E aos que chamou,também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou” (Rm 8, 28-30).
Vemos aí que não foi Cristo que tomou a nossa imagem, mas nós que fomos concebidos segundo à imagem do Verbo. Assim ele é o Primogênito de todas as criaturas, as Primícias da humanidade e do universo que, por isso mesmo, se tornam seus irmãos. Esta irmandade brota do fato de Cristo no ter feito seus irmãos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

TOMBAMENTO DO CONVENTO SANTO ANTÔNIO DE IPOJUCA

“O Convento de Santo Antônio de Ipojuca tem alto significado religioso, artístico e patriótico”, escreve o historiador Frei Venâncio Willeke, OFM. [1]
Por isso mesmo não poderia de ser tombado junto ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico nacional (SPHAN).
O tombamento do Convento Franciscano de Ipojuca aconteceu de acordo com o Decreto-lei Nº 25 de 30 de novembro de 1937. Acha-se registrado no Livro do Tombo do Patrimônio sob o N.º 003 – T – 1938, de 21-03-1985.
“Infelizmente, existe um erro quanto ao nome do Convento que foi grafado como Convento de São Francisco de Ipojuca, quando na realidade é Convento de Santo Antônio de ipojuca.” [2]

Frei Venâncio transcreve o documento em apreço: [3]

“SERVIÇO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL


Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 1938


Illm.º Sr. Frei Venancio Willeke
D. Guardião do Convento de São Francisco de Ipojuca

De acordo com o Decreto-lei n.º 25, de 30 de Novembro de 1937, comunico-vos, para os devidos fins, que foi determinado o tombamento, no Livro do Tombo a que se refere o artigo 4.º , n.º 3 do citado Decreto-lei, da seguinte obra de architectura religiosa, sob a vossa guarda: o Convento de São Francisco de Ipojuca. Aguardando vossa resposta anuindo à presente notificação, nos termos do artigo 7.º do mesmo Decreto-lei, subscrevo-me, atenciosamente,


(a) Rodrigo M. F. Andrade, Director


Notificação n.º 86”.






[1] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, pg. 64.
[2] D’ ALMEIDA, Ivo -, p. 32.
[3] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Organizador de O Santuário do Senhor santo Christo de Ipojuca, Ediççao commemorativa do Jubileu do Santuário (1663 – 1938) – Editores Religiosos Franciscanos , Ipojuca / PE, 1938, p. 20.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

LANÇAMENTO DE LIVROS













Frei José Milton de Azevedo Coelho, ofm, estará em breve lançando dois livros em Bezerros, sua terra natal: o romance Saburá - o doce-amago da saudade e Em busca das raízes - Genealogia de famílias bezerrenses. Os livros estão no prelo e serão editados pela Livro Rápido / Elógica, de Peixinhos - Olinda.


A Capa de Saburá é trabalho de Edvaldo S. Medeiros, de Ipojuca, tendo como base foto da tela "Moça com Flores de Mulungu"de José Cláudio, cedida pelo pintor para o romance de Frei José Milton.

A Capa de Genealogia é de Edvaldo S. Medeiros. Tem como suporte foto dos pagens Mateus e Ana Cecília (quando crianças), sobrinhos-netos do autor do livro, e, como pano de fundo, vista da Pedra da Índia, na Serra da Camaratuba, em Bezerros, onde um dos antepassados da família encontrou a índia com quem conviveu, união da qual provêm muitas famílias bezerrenses.












terça-feira, 5 de abril de 2011

IGREJAS E CAPELAS COM SEUS PADROEIROS AOS CUIDADOS DOS FRANCISCANOS DE IPOJUCA
O 1º Livro de Crônica do Convento de Ipojuca apresenta uma lista das igrejas e capelas aos cuidados dos frades: Matriz de São Miguel: (e Na. Sra. do Livramento), Santuário do Santo Cristo: (Convento Santo Antônio), Igreja de . Sra. do Ó: (ou da Expectação), Capela Sra. dos Oiteiros: (Na. Sra. da Conceição), Capela da Usina Salgado: (N. Sra. de Nazaré e S. João), Capela da Usina Ipojuca: (N. Sra. da Conceição), Capela de Camela (S. Antônio). Capela do Engenho Maranhão: (Na. Sra. da Penha), Engenho Pará: (Na. Sra. das Vitórias), Engenho Gaipió: (São José), Engenho Belém: (Na. Sra. da Conceição), Engenho Bonfim: (Nosso Senhor do Bonfim), Capela do Engenho Pindoba: (São Tomé), Engenho Fernandes: (Na. Sra., da Conceição), Engenho Sibirozinho: (Sagrada Família) Engenho Cachoeira: (Na. Sra. da Conceição), Capela do Engenho Água Fria: (Na. Sra. da Conceição), Engenho Arimbi: (Sant’Ana), Capela do Engenho Tapera: (Cosme e Damião), Capela do Engenho Penderama: (N. Sra. da Conceição), Capela do Engenho Ilha das Mercês: (Sra. das Mercês), Capela da Praia do Cupe: (São Sebastião), Capela da Praia de Maracahype: (S. Francisco de Assis), Capela do Cemitério de Na. Sra. do Ó, Capela do Engenho Jundiá: (Escada), Engenho Esmeralda (Escada).


AS CAPELAS – Sebastião Galvão enumera as seguintes capelas ou templos da Freguesia de Ipojuca: De Santo Antônio, do Convento Franciscano do mesmo nome (e não de São Francisco como o chama Sebastião Galvão; hoje, Santuário do Senhor Santo Cristo), de Nossa Senhora da Conceição de Camela ( engano; deveria ter dito “de Santo Antônio de Camela); do Senhor Bom Jesus, no Cemitério de Ipojuca; do Senhor do Bonfim, no Engenho Salgado [hoje: Nossa Senhora de Nazaré e São João Batista); de Nossa Senhora das Mercês, no Engenho Mercês; de Nossa Senhora da Penha, no Engenho Maranhão; de Nossa Senhora da Conceição, no Engenho Genipapo; de São Tomé, no Engenho Pindoba; de Nossa Senhora da Conceição, nos Engenhos Caeté, Utinga de Baixo, Sibiró de Santa Cruz, do Cavalcante e Fernandes; dos Santos Cosme e Damião, no Engenho Tapera; de Santo Antônio, no Engenho Caetés; de Jesus, Maria, José, no Engenho Saco; de Nossa Senhora da Coceição, nos Engenhos Água Fria, Penderama e Cachoeira; da Piedade, no Engenho Bom Fim; de Nossa Senhora do Desterro, no Engenho Matas do Ipojuca; de Nossa Senhora do Rosário, no Engenho do Meio; de Nossa Senhora da Ajuda, no Engenho Utinga; de Sant´Ana nos Engenhos Arendepe e Arimbu; de Nossa Senhora da Guia, no Engenho Boassica; de Nossa Senhora da Estrela, no Engenho Ilha do Álvaro; de São José, “do pequeno povoado de Gaipió”; de Sant´Ana, de Serrambi; de Nossa Senhora de Maracaípe (hoje, de São Francisco, em ruínas); Nossa Senhora do Outeiro, no Porto de Galinhas.


NOVA LISTA DOS ENGENHOS E COMUNIDADES ORGANIZADA PELO ADMINISTRADOR PAROQUIAL FREI CARLOS ALBERTO BREIS, COM A TABELA DS MISSAS:

3º DOMINGO, ÀS 19 HORAS: ALTO DA BELA VISTA.

4º DOMINGO, ÀS 19 HORAS: ENGENHO GAIPIÓ (COMUNIDADE S. JOSÉ).

2ª TERÇA—FEIRA, ÀS 17 HORAS: ENGENHO S. PAULO (COMUNIDADE S. PAULO) .

2ª QUARTA-FEIRA, ÀS 19 HORAS: EMGENHO ARIMBI.

3ª QUARTA-FEIRA, ÀS 19 HORAS: ENGENHO TABATINGA (COMUNIDADE SANTA LUZIA).

4ª QUARTA-FEIRA, ÀS 19 HORS: ENGENHO CACHOEIRA (COMUNIDADE SANTOS COSME E DAMIÃO).

2ª QUINTA-FEIRA, ÀS 17 HORAS: COUNIDADE DA RUA CALIFÓRNIA.

2ª QUINTA-FEIRA,ÀS 19 HORAS: ENGENHO PINDORAMA (COMUNIDADE N. SENHORA DA CONCEIÇÃO).

3ª QUINTA-FEIRA, ÀS 19 HORAS:

NO MÊS PAR: ENGENHO SIBIRÓ DO MATO (COMUNIDADE N. SENHORA DE LOURDES).

NO MÊS ÍMPAR: SIBIROZINHO (COMUNIDADE SAGRADA FAMÍLIA)

4ª QUINTA-FEIRA, ÀS 19 HORAS: ENGENHO TAPERA.

SÁBADO, ÀS 19 HORAS: ENGENHO GRAUASSU.


OUTROS ENGENHOS E COMUNIDADES COM ASSISTÊNCIA MENSAL NÃO FIXA: CASTELO;

FORTALEZA,;

JUSSARAL;

MARANHÃO;

PIEDADE;

QUELUZ;

TAMANQUEIRO.







sexta-feira, 1 de abril de 2011

ENGENHO BERTIOGA DE IPOJUCA

DESCOBERTA DE RUÍNAS

NO ENGENHO BERTIOGA DE IPOJUC A


Caro Edvaldo, você está mais do que de parabéns. Até hoje, que eu saiba, não existe nada na Internet nem na literatura, mesmo na especializada em achados arqueológicos, sobre ruínas no Engenho Bertioga de Ipojuca. Procure nos meus Blogs e o que você encontra: "- Engenho Bertioga. Foi confiscado e vendido a seu proprietário, João Tenório, que ficou do lado dos holandeses.Estava em funcionamento, movido a água."

O que escreve Sebastião Galvão em seu célebre Dicionário (Volume I, A-O: Bertioga, pg. 63):

"Bertioga - Engenho do município de Ipojuca, a oéste e 9 1/2 kilms. de N. S. do Ó, séde do município (em linha reta), fica situado à marg. dir. do rio Ipojuca, entre os engenhos Crauassú, Mirador, Conceição Velha, e Bem-fica. Foi Fundado, segundo parece, pelo sargento-mór João Baptista Jorge, casado com D. Fernandina Rosa Lourenço Tenorio, antes da invasão holandeza." E só. Cita também o lugar Bertioga no município de Olinda, à beira-mar, onde moravam pescadores. Navegando na Internet, chegaremos a Bertioga em São Paulo: "Bertioga - Guia de viagem, dicas e onde ficar Férias Brasil Porta de entrada para o badalado Litoral Norte de São Paulo, Bertioga reúne atividade e programas para turistas de variados estilos, em especial... "

Prezado Edvaldo, veja só: Bertioga dos pobres pescadores em Olinda (será que ainda existe?) e Bertioga paulista, para a alta classe, no "Guia de Viagens e de Férias no Brasil"!

E o nosso Engenho Bertioga, não longe de Nossa Senhora do Ó, (que no tempo de Sebastião Galvão era sede do município), já existente em pleno funcionamento antes da chegada dos holandeses que, como novos donos da terra, o venderam ao seu dono, uma maneira polida de dizer (eufemismo) que de dono ele passou a servo da Companhia das Índias Ocidentais!

Os tempos mudaram e o nosso Bertioga, comido pela industrialização, deixou de ser engenho com vantagem: de fornecedor de cana a usineiros, é hoje - com seus quase 400 anos de existência, um verdadeiro paraíso. Pegunte ao pessoal da Capela de Santa Clara no Campo do Avião, aqui em Ipojuca. Foi lá que me deleitei com as melhores mangas que já vi. Puro mel! E de onde eram? Dos sítios de Bertioga! (Desculpem, me enganei. Já tinha escrito isto quando me informei melhor: as mangas eram de Muro Alto! De qualquer forma, eram aqui de nossa região e de gente que mora em Bertioga! Aí as terras não dão mangas, mas as jacas de lá são um sabor!) Mas mesmo sem as mangas, as laranjas e os cajus, há a beleza das árvores centenárias, o encantamento das paisagens e as ruínas seculares que você fotografou como ninguém. Para isso saiu daqui de madrugada, subiu em desceu morros e vales, atravessou rio, riachos e cachoeiras, passou de quatro pés em ponte de tronco de árvore (depois ficou sabendo que havia jangada), varou mata-virgem, nada passando despercebido à sua máquina fotográfica, nem um pássaro, nem uma cigarra, nem um garfanhoto ou libélula e não havia viva alma a quem perguntar as coisas que você já sabia de longe em conversa com o povo.

Até que... se deparou com as ruínas ... Bem, paremos aqui, porque você mesmo oportunamente nos vai contar e mostrar o tesouro encontrado, ou melhorm dizendo, encantado de Bertioga. E saber que tudo isso corre perigo de devastação, com as obras de SUAPE, como você e outros mostraram na Assembléia Paroquial de abertura da CF/2011.

Temos que levar os próprios moradores a valorizarem o que é deles e nosso também. Do seu ponto de vista (foi isso que mais calou em mim) só há, realmente, um caminho: é abrir o paraíso e criar o cartão de visita que vai trazer mais turistas que a Bertioga de São Paulo. Para isso não se precisa esperar pelo público. O povo tem o direito de exoplorar financeiramente (no bom sentido da expressão) as belezas que Deus deixou para serem administradas com senso de justiça e solidariedade. Fique a sugestão para o Agir da Campanha da Fraternidade / 2011: VALORIZAR O PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE IPOJUCA, TÃO RICO E TÃO POUCO CONHECIDO, FAZENDO COM QUE O PRÓPRIO POVO POSSA DESFRUTAR AS SUAS VANTAGENS E ALCANÇAR MELHORIA DE VIDA PARA SUAS FAMÍLIAS.

Sugestão que ouvi de uma pessoa do Campo do Avião, com quem tratei do assunto: Que os moradores de lá tornem mais fácil o acesso a Bertioga pelo rio e cobrem um tacha de quem atravessa na jangada!

E continuem as pesquisas sobre as fabulosas ruínas, onde, segundo se diz por lá (e você mesmo ouviu e viu), há um tanque que desemboca no Convento...

OK?!