NICOLA MAZZA nasceu na cidade de Verona (Itália) a 10 de março de 1790. Escreve Edilma Sabino da Silva: (...) Era o primogênito entre oito irmãos e muito desejado pelos seus pais. Batizado no dia seguinte, recebeu o nome de dois santos que faziam parte do devocionário da família: Nicola Tolentino, o santo agostiniano da austeridade e da adoração, e Felipe Neri [?], o apóstolo da juventude na cidade de Roma em 1500. Percebe-se, portanto, que este homem vem de uma família muito religiosa e fiel à Igreja. Seu pai, Luigi Nazza, era comerciante de seda e tinha boa condição financeira, tanto que comprou uma chácara num povoado chamado Marcellise a uns doze quilômetros de Verona, onde havia uma capela dedicada à Mãe de Deus.
A mãe, Rosa Paiola, era muito jovem quando Nicolla Mazza nasceu, pois tinha apenas 19 anos, mas soube educá-lo na simplicidade e na piedade.
E o menino cresceu dentro de um ambiente familiar cheio de ternura, a que não faltava toda assistência material apesar da situação de calamidade por que passava a Europa devastada pela revolução napoleônica. Isto ajundou-o a se abrir para as necessidades dos outros. Os pais e amigos de Nicola Mazza pensavam em encaminhá-lo para a vida sacerdotal. Ele mesmo se deixava empolgar pela idéia de lutar para livrar o povo do desespero e do empobrecimento crescente. Ingressou no seminário, mas sem morar nele, devido à fragilidade de sua saúde. Dotado de uma inteligência invejável, dedicou-se à Filosofia e Teologia e se aperfeiçoou nas ciências exatas e em todo o saber de que ia precisar para a sua missão evangelizadora. No segundo ano de Teologia ordenou-se Diácono a 14 de março de 1812 e a 26 de março de 1814 recebia o prebiterato. Pedia frequentemente aos amigos que rezassem para que ele fosse um sacerdote útil à Igreja de Deus.
Sua vida de agora em diante seria uma doação permanente a serviço dos excluídos. No ano em que as tropas napoleônicas desocuparam Verona, começava um trabalho ingente de reconstrução da cidade, na busca da estabilidade da ordem social e restauração da comunidade cristã devastada. Durante aproximadamente 14 anos se dedica às confissões, confortando os pobres e consolando os aflitos.
É o que nos relatam os escritos de Edilma Sabino da Silva.
Quanto aoPadre Maria Ibiapina, veremos como Deus vai preparando o seu servo em circunstâncias bem parecidas com as que envolveram o Padre Nicola Mazza.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
FELIZ COINCIDÊNCIA
O Século 19 foi um século de coincidências que podemos chamar de felizes para a Itália e para o Brasil. Estou pensando em duas figuras que engrandecem a Igreja lá e cá: a do Padre Nicola Mazza e a do Padre Antônio Maria Ibiapina. Ambos se inspiram no mesmo propósito de se colocarem a serviço do Povo de Deus, evangelizando os mais desprezados da sociedade, fazendo-os agentes de sua própria promoção e do resgate dos valores humanos e cristãos da sociedade deslumbrada com a industrialização e o consumismo desenfreado.
Uma realidade sócio-econômica, política e religiosa eivada de grandes conflitos que geraram mudança de mentalidade e transformações na vida social, cultural, política, econômica e religiosa e que perduram até aos nossos dias.
Vejamos o que escreve Edilma Sabino da Silva em "Padre Nicola Mazza e a vivência dos valores evangélicos autotrancendentes" (Universidade d´Oeste de Santa Catarina, Associação Transcender - UNOESC- São Paulo, 2007):
(...) Ganham cidadania os novos conceitos de liberdade individual, soberania popular e igualdade de todos perante a lei.
(...) A revolução inustrial trouxe ao mundo um sistema de produção que solidificou as bases do capitalismo de caracteríticas selvagens e explorador da matéria-prima da natureza. Com isso veio a necessidade da mão de obra e daí o êxodo rural. Portanto, o povo saiu do campo e passou a viver nas grandes cidades, cuja situação de vida era totalmente desprovida das condições de uma vida digna, pois submetiam-se a trabalhos incansáveis em oficinas sem ventilação e com total falta de higiene. Neste mesmo contexto trabalhavam também mulheres e crianças, já que eram presas fáceis de se
tornarem máquinas de exploração a serviço do sistema.
Esta realidade tocou profundamente a alma dos missionários Mazza, na Itália, e Ibiapina no Nordeste do Brasil.
Continua.
Uma realidade sócio-econômica, política e religiosa eivada de grandes conflitos que geraram mudança de mentalidade e transformações na vida social, cultural, política, econômica e religiosa e que perduram até aos nossos dias.
Vejamos o que escreve Edilma Sabino da Silva em "Padre Nicola Mazza e a vivência dos valores evangélicos autotrancendentes" (Universidade d´Oeste de Santa Catarina, Associação Transcender - UNOESC- São Paulo, 2007):
(...) Ganham cidadania os novos conceitos de liberdade individual, soberania popular e igualdade de todos perante a lei.
(...) A revolução inustrial trouxe ao mundo um sistema de produção que solidificou as bases do capitalismo de caracteríticas selvagens e explorador da matéria-prima da natureza. Com isso veio a necessidade da mão de obra e daí o êxodo rural. Portanto, o povo saiu do campo e passou a viver nas grandes cidades, cuja situação de vida era totalmente desprovida das condições de uma vida digna, pois submetiam-se a trabalhos incansáveis em oficinas sem ventilação e com total falta de higiene. Neste mesmo contexto trabalhavam também mulheres e crianças, já que eram presas fáceis de se
tornarem máquinas de exploração a serviço do sistema.
Esta realidade tocou profundamente a alma dos missionários Mazza, na Itália, e Ibiapina no Nordeste do Brasil.
Continua.
sábado, 24 de março de 2012
PORTEIRO DE ALMAS III.
FREI BERTRAM, O SANTO
O dia-a-dia de Frei Bertram, como ele o passa para o reporter:
Levanta diariamente às quatro horas para cumprir obrigações religiosas. Às 7 horas abre a Portaria, que fecha às 21 horas. Durante o dia atende a centenas de fiéis: encomenda de missas, , padre para confissões, ajuda nas necessidades do Convento. Terça-feira, dia da devoção a S. Antônio, é incalculável o número de pessoas - principalmente moças - que tem a atender.
Ardente devoto do Espírito Santo, Frei Bertram fundou em 1936 a Pequena Obra do Espírito Divino com o órgão bimestral Espírito Santo, em pleno funcionamento em 1957. Por ocasião da reportagem de "O Globo", fazia 21 anos que a revista vinha sendo editada pelos Franciscanos, dirigida então, como diz Frei Cleto, pelo Professor Frei Severino Gisder.
Assevera "O Globo": "É o único órgão em toda a América do Sul dedicado ao Divino Espirito Santo" (destaque nosso).
O Site da Província conclui:
"Sempre caridoso e de muita oração, edificava a todos que dele se aproximavam. Depois de passar o dia inteiro em estafante serviço, recolhia-se à igreja, onde quedava horas em oração diante do Senhor no Tabernáculo. A Crônica [do Convento] dando notícia de sua morte, diz no fim: E assim nos deixou mais um santo da nossa Comunidade" .
Vale guadar este retrato do frade, provavelmente único, que não escapou ao reporter:
"Escondendo com sua disposição seus 70 anos de idade, baixinho, olhinhos verdes, restos de cabelos cobrindo parcialmente a calvice, e falando o português com objetiva simplicidade..."
Quem diria que, pouco mais de um ano após a festa do seu Jubileu, seria chamado à Casa do Pai?
Estava preparado. Foi um santo.
Mais dados sobre ele só consultando o necrológio da Província Franciscana da Imaculada Conceição. Uma pista: a revista Vida Franciscana, a partir de 8 de julho de 1958; também a Revista Eclesiástica Brasileira (REB), em Necrológios, números a partir de julho 1958.
O dia-a-dia de Frei Bertram, como ele o passa para o reporter:
Levanta diariamente às quatro horas para cumprir obrigações religiosas. Às 7 horas abre a Portaria, que fecha às 21 horas. Durante o dia atende a centenas de fiéis: encomenda de missas, , padre para confissões, ajuda nas necessidades do Convento. Terça-feira, dia da devoção a S. Antônio, é incalculável o número de pessoas - principalmente moças - que tem a atender.
Ardente devoto do Espírito Santo, Frei Bertram fundou em 1936 a Pequena Obra do Espírito Divino com o órgão bimestral Espírito Santo, em pleno funcionamento em 1957. Por ocasião da reportagem de "O Globo", fazia 21 anos que a revista vinha sendo editada pelos Franciscanos, dirigida então, como diz Frei Cleto, pelo Professor Frei Severino Gisder.
Assevera "O Globo": "É o único órgão em toda a América do Sul dedicado ao Divino Espirito Santo" (destaque nosso).
O Site da Província conclui:
"Sempre caridoso e de muita oração, edificava a todos que dele se aproximavam. Depois de passar o dia inteiro em estafante serviço, recolhia-se à igreja, onde quedava horas em oração diante do Senhor no Tabernáculo. A Crônica [do Convento] dando notícia de sua morte, diz no fim: E assim nos deixou mais um santo da nossa Comunidade" .
Vale guadar este retrato do frade, provavelmente único, que não escapou ao reporter:
"Escondendo com sua disposição seus 70 anos de idade, baixinho, olhinhos verdes, restos de cabelos cobrindo parcialmente a calvice, e falando o português com objetiva simplicidade..."
Quem diria que, pouco mais de um ano após a festa do seu Jubileu, seria chamado à Casa do Pai?
Estava preparado. Foi um santo.
Mais dados sobre ele só consultando o necrológio da Província Franciscana da Imaculada Conceição. Uma pista: a revista Vida Franciscana, a partir de 8 de julho de 1958; também a Revista Eclesiástica Brasileira (REB), em Necrológios, números a partir de julho 1958.
sexta-feira, 23 de março de 2012
PORTEIRO DE ALMAS II
FREI CLETO BERTRAM - Frei Cleto Bertram nasceu aos 7 de janeiro de 1887 em Drolshagem, na Alemanha, e faleceu aos 8 de julho de 1958 no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro.
Aos 7 anos perdeu a mãe, e, aos 12, o pai. Uma irmã sua tornou-se freira e um irmão era funcionário do Governo em sua terra natal. Tinha vontade de ser Franciscano no Brasil. Soube que os frades da Saxônia andavam recrutando jovens que desejassem ser missionários na Terra da Santa Cruz. Procurou-os e foi de pronto aceito. Fez, como era costume, o Noviciado na cidade holandesa de Harraveld, tomando o hábito a 16 de abril de 1907. Tinha 20 anos de idade. Sua vinda para o Brasil aconteceu em 1910. Declara à reportagem de "O Globo" que em chegando aqui se naturalizou e se considera tão brasileiro quanto o mais patriota. "O amor que tenho por esta terra não cabe na imensidão do seu território. Meu coração é grande e pulsa pelo Brasil".
Primeiro foi mandado para Petrópolis.
De 1911 a 1932 atuou em Curitiba.
Depois foi transferido para o Rio.
Até 1935, exerceu seu apostolado na igreja de Nossa Senhora da Paz.
No mesmo ano foi para o Convento de Santo Antônio no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, de onde nunca mais saiu.
"Sempre na função de Porteiro, asseverou. Gosto de atender o público, coverter almas, fazer caridades, sentir de perto as vocações. Muitos, inclusive, pedem que os confesse. Mas isso excede minhas atribuições", declara humildemente. É que Frei Cleto não era ordenado sacerdote, era Irmão Leigo. É bom saber que na Ordem Franciscana há Irmãos Leigos e Irmãos Presbíteros (Sacerdotes) Estão em pé de igualdade, como queria S. Francisco. Ele mesmo não quis ordenar-se Padre e, no seu tempo, grandes vultos da Ordem Franciscana, foram Irmãos Leigos, como acontece ainda hoje.
Continuaremos na próxima redação.
Aos 7 anos perdeu a mãe, e, aos 12, o pai. Uma irmã sua tornou-se freira e um irmão era funcionário do Governo em sua terra natal. Tinha vontade de ser Franciscano no Brasil. Soube que os frades da Saxônia andavam recrutando jovens que desejassem ser missionários na Terra da Santa Cruz. Procurou-os e foi de pronto aceito. Fez, como era costume, o Noviciado na cidade holandesa de Harraveld, tomando o hábito a 16 de abril de 1907. Tinha 20 anos de idade. Sua vinda para o Brasil aconteceu em 1910. Declara à reportagem de "O Globo" que em chegando aqui se naturalizou e se considera tão brasileiro quanto o mais patriota. "O amor que tenho por esta terra não cabe na imensidão do seu território. Meu coração é grande e pulsa pelo Brasil".
Primeiro foi mandado para Petrópolis.
De 1911 a 1932 atuou em Curitiba.
Depois foi transferido para o Rio.
Até 1935, exerceu seu apostolado na igreja de Nossa Senhora da Paz.
No mesmo ano foi para o Convento de Santo Antônio no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, de onde nunca mais saiu.
"Sempre na função de Porteiro, asseverou. Gosto de atender o público, coverter almas, fazer caridades, sentir de perto as vocações. Muitos, inclusive, pedem que os confesse. Mas isso excede minhas atribuições", declara humildemente. É que Frei Cleto não era ordenado sacerdote, era Irmão Leigo. É bom saber que na Ordem Franciscana há Irmãos Leigos e Irmãos Presbíteros (Sacerdotes) Estão em pé de igualdade, como queria S. Francisco. Ele mesmo não quis ordenar-se Padre e, no seu tempo, grandes vultos da Ordem Franciscana, foram Irmãos Leigos, como acontece ainda hoje.
Continuaremos na próxima redação.
PORTEIRO DE ALMAS
"Sou um autêntico Porteiro de Almas, nelas fazendo entrar o sentimento religioso. Eis porque gosto desta função." Foi o que respondeu o Irmão Franciscano Frei Cleto Bertram, a 3 de abril de 1957, falando a "O Globo" que o entrevistava no Convento de Santo Antônio do Largo da Carioca no Rio de Janeiro, a propósito da comemoração de suas Bodas de Ouro de vida religiosa, que aconteceria no dia 16 de abril. De fato, às 8 horas daquele dia, foi celebrada missa solene em ação de graças pelo seu Jubileu Áureo de frade ("O Globo", 3.4.1957).
Com dados desta entrevista e do que se encontra no Site da Província da Imaculadea Conceição
(Santuário e Convento Santo Antônio - www.conventosantoantonio.org.br/historico/400anos/07.php)
tentarei dizer quem foi Frei Cleto Bertram, de onde vinha a sua popularidade, sua importância para a história da Igreja.
Antes, quero penitenciar-me por uma gafe: Há poucos dias, numa missa dominical aqui em nosso Conveno de Nossa Senhora das Neves (ou S. Francisco) de Olinda, onde vivi muitos anos e onde hoje moro, eu falava de um frade do Convento Santo Antônio do Recife que fundara no Século 18 uma revista intitulada "Espírito Santo" e um movimento de espiritualidade tendo como centro o Divino Espirito de Amor, que teria sido primícias da devoção na Amércica do Sul. Estudando melhor o caso, deparei-me com a figura ímpar de um santo homem chamado Frei Cleto Bertram, do Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, aquele que fundou realmente, não no Século 18, mas nas primeiras décadas do Século XX a referida revista e o citado movimento de espiritualidade em torno do Divino Espírito Santo, deixando de pé a afirmação do reporter de "O Globo": "É o único órgão em toda a América do Sul dedicado ao Espírito Santo". Isto era afirmado a 3 de abril de 1957. Valeria a pena pesquisar a veracidade da afirmativa.
Na próxima postagem voltaremos ao assunto.
Com dados desta entrevista e do que se encontra no Site da Província da Imaculadea Conceição
(Santuário e Convento Santo Antônio - www.conventosantoantonio.org.br/historico/400anos/07.php)
tentarei dizer quem foi Frei Cleto Bertram, de onde vinha a sua popularidade, sua importância para a história da Igreja.
Antes, quero penitenciar-me por uma gafe: Há poucos dias, numa missa dominical aqui em nosso Conveno de Nossa Senhora das Neves (ou S. Francisco) de Olinda, onde vivi muitos anos e onde hoje moro, eu falava de um frade do Convento Santo Antônio do Recife que fundara no Século 18 uma revista intitulada "Espírito Santo" e um movimento de espiritualidade tendo como centro o Divino Espirito de Amor, que teria sido primícias da devoção na Amércica do Sul. Estudando melhor o caso, deparei-me com a figura ímpar de um santo homem chamado Frei Cleto Bertram, do Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, aquele que fundou realmente, não no Século 18, mas nas primeiras décadas do Século XX a referida revista e o citado movimento de espiritualidade em torno do Divino Espírito Santo, deixando de pé a afirmação do reporter de "O Globo": "É o único órgão em toda a América do Sul dedicado ao Espírito Santo". Isto era afirmado a 3 de abril de 1957. Valeria a pena pesquisar a veracidade da afirmativa.
Na próxima postagem voltaremos ao assunto.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
VALE A PENA DIVULGAR ESTES DADOS DA INTERNET
APOSTOLADO DA ORAÇÃO NO BRASIL
" No Brasil, o primeiro centro foi fundado no dia 30 de junho de 1867, na cidade de Recife/PE, na Igreja Santa Cruz, oficiada pelos padres Jesuítas, chegados em Pernambuco no ano de 1865. O Pe. Bento Schembri, SJ foi seu fundador e primeiro Diretor. Em 1º de outubro de 1871, o Pe. Bartolomeu Taddei, SJ fundou o primeiro centro do Apostolado da Oração na cidade Itu/SP, fundando, logo, outros centros em nível diocesano e nacional. Por esta razão o Pe. Bartolomeu Taddei é considerado o fundador e o propagador do Apostolado no Brasil. Nomeado Diretor Nacional, o Pe. Taddei estendeu o Apostolado a todos os estados, de tal forma que o Cardeal D. Sebastião Leme pôde afirmar que “o renascimento espiritual do Brasil é obra do Apostolado da Oração”. No dia 1º de junho de 1869, o Pe. Taddei conseguiu superar as dificuldades e lançar o primeiro número da revista “Mensageiros do Coração de Jesus” como órgão do Apostolado da Oração. Além disto, com a colaboração fervorosa do Apostolado, o Pe. Taddei realizou o Primeiro Congresso Católico Brasileiro em 1900, na Bahia, completado com o Congresso de São Paulo e o do Rio de Janeiro. Esses congressos prepararam o caminho para Ação Católica e para a Ação Social em nosso país.Intensificando a vida eucarística e o culto ao Sagrado Coração de Jesus, o Apostolado da Oração revitalizou por toda parte a prática da religião, tanto individual, como nos lares por meio da consagração das famílias, através da consagração dos municípios, cidades e estados de todo o Brasil. A consagração do nosso país foi realizada oficialmente por ocasião do 36º Congresso Eucarístico Internacional, celebrado em 1956 na cidade do Rio de Janeiro.O Pe. Taddei faleceu no dia 03 de junho de 1913, na cidade de Itu/SP, junto ao Santuário Central do Sagrado Coração de Jesus por ele edificado, deixando em pleno funcionamento 1.390 centros do Apostolado da Oração espalhados por todo o Brasil, com cerca de 3 milhões de associados" .
" O Apostolado da Oração tem raízes evangélicas, bíblicas, eclesiais, fundamentação teológica, oração e apostolado. Suas duas linhas mestras alicerçadas sobre seis pilares são: Oferecimento diário; Vivência da eucarística; Culto especial ao Coração de Jesus Devoção a Maria Santíssima, a co-Redentora; Sintonia com o Papa, o espírito eclesial Devoção ao Divino Espírito Santo. Para a vida apostólica: Formação sólida das zeladoras e zeladores (espiritual, bíblica, litúrgica, apostólica), através de: Reuniões mensais, retiros, tardes de formação, reflexão, palestras.
Objetivos da Ação Pastoral: Atuação na base: procura atingir as famílias da comunidade através e pequenos grupos de oração, reflexão e vivência cristã: zeladores(a) e famílias zeladas, que poderão formar verdadeiras comunidades eclesiais de base.
Irradiação da vida cristã no meio-ambiente, pelo testemunho de vida e pela palavra. Promoção humana e assistência social: vários membros participam de outras pastorais e grupo: Pastoral da saúde, Legião de Maria e outros.
Espiritualização a comunidade: promover horas santas, novenas, terço em família, natal em família,vias sacras. Revitaliza a prática das primeiras sextas-feiras dando-lhes um conteúdo de oração comunitária, enraizada na Bíblia e na Liturgia. Desperta nas famílias, espírito de oração e a imitação de Jesus Cristo, através de: Consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus; Entronização, nos lares, da imagem do Coração de Jesus; Colaboração.
APOSTOLADO DA ORAÇÃO "Ser membro do Apostolado da Oração é sinal de que o amor do Sagrado Coração de Jesus tocou profundamente a vida da pessoa.O Apostolado da Oração é para todas as idades: todos podem trabalhar para cultivar a comunhão “Viver como Jesus, viver com Jesus”.
Vale a pena resgatar a mensagem do papa João Paulo II: “A nova evangelização, à luz do Sagrado Coração de Jesus, deve conscientizar o mundo de que o cristianismo é a religião da misericórdia, da esperança, do amor.”Participar do Apostolado da Oração ajuda a conservar nossa família digna e abençoada. Venha ser apóstola(o) do Sagrado Coração de Jesus.
" [...] são as coisas simples que falam alto, a informação que temos é que 52 países já tem apostolado da Oração. Mas nem Roma, Canadá, México, Estados Unidos, não rezam a missa em honra ao sagrado coração de Jesus como no Brasil. O papa João Paulo II sempre falou do carinho que ele tinha pelo AO e não se cansava de frisar que o AO no Brasil esta melhor que nos outros paises, o tempo da nossa pertença ao A.O. não termina, a partir do momento que nós nos dispusemos a pertencer ao A.O., o nosso nome já esta gravado no coração de Jesus e ele nunca mais nos esquecerá, esta gravação nunca mais apagará" .
" No Brasil, o primeiro centro foi fundado no dia 30 de junho de 1867, na cidade de Recife/PE, na Igreja Santa Cruz, oficiada pelos padres Jesuítas, chegados em Pernambuco no ano de 1865. O Pe. Bento Schembri, SJ foi seu fundador e primeiro Diretor. Em 1º de outubro de 1871, o Pe. Bartolomeu Taddei, SJ fundou o primeiro centro do Apostolado da Oração na cidade Itu/SP, fundando, logo, outros centros em nível diocesano e nacional. Por esta razão o Pe. Bartolomeu Taddei é considerado o fundador e o propagador do Apostolado no Brasil. Nomeado Diretor Nacional, o Pe. Taddei estendeu o Apostolado a todos os estados, de tal forma que o Cardeal D. Sebastião Leme pôde afirmar que “o renascimento espiritual do Brasil é obra do Apostolado da Oração”. No dia 1º de junho de 1869, o Pe. Taddei conseguiu superar as dificuldades e lançar o primeiro número da revista “Mensageiros do Coração de Jesus” como órgão do Apostolado da Oração. Além disto, com a colaboração fervorosa do Apostolado, o Pe. Taddei realizou o Primeiro Congresso Católico Brasileiro em 1900, na Bahia, completado com o Congresso de São Paulo e o do Rio de Janeiro. Esses congressos prepararam o caminho para Ação Católica e para a Ação Social em nosso país.Intensificando a vida eucarística e o culto ao Sagrado Coração de Jesus, o Apostolado da Oração revitalizou por toda parte a prática da religião, tanto individual, como nos lares por meio da consagração das famílias, através da consagração dos municípios, cidades e estados de todo o Brasil. A consagração do nosso país foi realizada oficialmente por ocasião do 36º Congresso Eucarístico Internacional, celebrado em 1956 na cidade do Rio de Janeiro.O Pe. Taddei faleceu no dia 03 de junho de 1913, na cidade de Itu/SP, junto ao Santuário Central do Sagrado Coração de Jesus por ele edificado, deixando em pleno funcionamento 1.390 centros do Apostolado da Oração espalhados por todo o Brasil, com cerca de 3 milhões de associados" .
" O Apostolado da Oração tem raízes evangélicas, bíblicas, eclesiais, fundamentação teológica, oração e apostolado. Suas duas linhas mestras alicerçadas sobre seis pilares são: Oferecimento diário; Vivência da eucarística; Culto especial ao Coração de Jesus Devoção a Maria Santíssima, a co-Redentora; Sintonia com o Papa, o espírito eclesial Devoção ao Divino Espírito Santo. Para a vida apostólica: Formação sólida das zeladoras e zeladores (espiritual, bíblica, litúrgica, apostólica), através de: Reuniões mensais, retiros, tardes de formação, reflexão, palestras.
Objetivos da Ação Pastoral: Atuação na base: procura atingir as famílias da comunidade através e pequenos grupos de oração, reflexão e vivência cristã: zeladores(a) e famílias zeladas, que poderão formar verdadeiras comunidades eclesiais de base.
Irradiação da vida cristã no meio-ambiente, pelo testemunho de vida e pela palavra. Promoção humana e assistência social: vários membros participam de outras pastorais e grupo: Pastoral da saúde, Legião de Maria e outros.
Espiritualização a comunidade: promover horas santas, novenas, terço em família, natal em família,vias sacras. Revitaliza a prática das primeiras sextas-feiras dando-lhes um conteúdo de oração comunitária, enraizada na Bíblia e na Liturgia. Desperta nas famílias, espírito de oração e a imitação de Jesus Cristo, através de: Consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus; Entronização, nos lares, da imagem do Coração de Jesus; Colaboração.
APOSTOLADO DA ORAÇÃO "Ser membro do Apostolado da Oração é sinal de que o amor do Sagrado Coração de Jesus tocou profundamente a vida da pessoa.O Apostolado da Oração é para todas as idades: todos podem trabalhar para cultivar a comunhão “Viver como Jesus, viver com Jesus”.
Vale a pena resgatar a mensagem do papa João Paulo II: “A nova evangelização, à luz do Sagrado Coração de Jesus, deve conscientizar o mundo de que o cristianismo é a religião da misericórdia, da esperança, do amor.”Participar do Apostolado da Oração ajuda a conservar nossa família digna e abençoada. Venha ser apóstola(o) do Sagrado Coração de Jesus.
" [...] são as coisas simples que falam alto, a informação que temos é que 52 países já tem apostolado da Oração. Mas nem Roma, Canadá, México, Estados Unidos, não rezam a missa em honra ao sagrado coração de Jesus como no Brasil. O papa João Paulo II sempre falou do carinho que ele tinha pelo AO e não se cansava de frisar que o AO no Brasil esta melhor que nos outros paises, o tempo da nossa pertença ao A.O. não termina, a partir do momento que nós nos dispusemos a pertencer ao A.O., o nosso nome já esta gravado no coração de Jesus e ele nunca mais nos esquecerá, esta gravação nunca mais apagará" .
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
RECORDAR É VIVER
Hoje meu pensamento se volta para meu saudoso Pai (+ 21-03-1994). Abro a Imitação de Cristo, o célebre livro de Tomás de Kempis (Alemanha, 1380 – 1471), obra que através de tantos séculos tem derramado por toda parte inefáveis consolações, como leio no prefácio desta edição que Papai me ofereceu, por ocasião da despedida de minhas últimas férias, antes de entrar no Noviciado Franciscano.
Ele adquiriu em Maceió um exemplar da última edição das VOZES DE PETRÓPOLIS para presentear-me. Que delicadeza de Papai! Ele tinha gestos assim na hora certa.
Vejam a riqueza do oferecimento, escrito na hora da despedia, me lembro bem:
Ao nosso querido Miltinho, com os corações traspassados de saudades, uma lembrança das últimas férias que passaste ao nosso lado. que Deus recompense o sacrfício da dura separação, fazendo de ti um santo sacerdote franciscano. Neste livro tão pequeno, encontrarás lenitivo nas horas de sofrimentos. Receba com nossas bênçãos os corações saudosos de teus pais
Heriberto e Inês.
Fernão Velho, 5-2-1955.
Na página em branco, ao lado, escrevi:
Entrada no noviciado: 14-08-55
1ª Profissão: 15-o8-56
Profissão solene: 15-08-59
Presbiterato: 22-07-61
Bodas de Prata de religioso: 15-07-80
Bodas de prata sacerdotais: 22-07-86
Bodas de Prata de casamento de meus pais: 20-12-58
Bodas de Ouro de casamento de meus pais: 20-12-83
+ Papai: 21-03-94
+ Mamãe: 31-12-99
Poderia ter acrescentado:
Bodas de Diamante de casamento de meus pais: 20-12-1993. Celebrei em Bezerros, mas sem festa, pois papai se achava muito doente.
UMA PERDA IRREPARÁVEL - Nunca cesso de lamentar ter perdido o precioso devocionário que Papai me ofereceu (juntamente com Mamãe) no dia de minha partido para o Colégio Seráfico de Ipuarana, 27 de janeiro de 1946. Eu havia completado 11 anos em outubro! Aquela despedida foi a mais dura de minha vida e sei também que da vida deles. A dedicatória de Papai refletia essa dor, mas, ao mesmo tampo, a esperança de ver um dia o filho frade franciscano e sacerdote. Que livrinho precioso aquele que Papai guardava para aquela hora! Era uma edição portuguesa (do Porto), de uma delicadeza extraordinária: um livrinho que só podia ter sido editado para presente: em encadernação luxuosa, cujas capas se fechavam como que guardando um segredo. Em papel finíssimo, em arte primorosa. Tudo leva a crer que fora adquirido numa dessas passagens por Bezerros de um agente da Boa Imprensa de Portugal. Foi nesse livrinho que eu trazia aos domingos no bolso do palitó e todos os dia levava para a missa, que, pela primeira vez, descobri o drama da Paixão de Cristo no Salmo 21 (“Meus Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” ). Lia-o muitas e muitas vezes com os olhos rasos dágua. Foi, através desse livrinho, o meu primeiro contacto com a Bíblia. Foi através dele também que descobri a riqueza da Missa, a beleza da devoção a Nossa Senhora e aos Santos, coisa que eu já sabia e o devocionário me ajudou a compreender melhor. Até que um dia... Após a oração da noite no sábado, eu o deixei no banco, no lugar que eu ocupava, não sabendo que, no domingo de madrugada a igreja ficava cheia com o povo da Paróquia de Lagoa Seca. Quando nos dirigimos à igreja para a missa dos alunos, às 06:00 h, e que procurei meu devocionário... o canto mais limpo! Em 1962, já sacerdote, fui transferido para o Seminário de Ipuarana. Em contacto permanente com os paroquianos na sede e nas capelas, nunca deixei de indagar pelo livrinho de estimação. Quem sabe se não teria ido parar em alguma família que freqüentava a igreja do Convento? No próprio Convento eu busquei em todos os lugares onde ele poderia estar, sem resultado, desde a sacristia até a biblioteca, pois me informaram que talvez o sacristão tivesse recolhido antes da missa com o povo o que pertencia aos alunos.
Só me resta agora buscar, nos Sebos de Portugal, pela internet, o que hoje não deixaria de ser uma raridade bibliogáfica. Mas esqueci o nome do devocionário, o que dificulta a pesquisa mas não a torna impossível. Algumas característica do livrinho são inconfundíveis: por exemplo, a sua riqueza bíblica. O Salmo 21. Mas a internet jamais me devolverá a a dedicatória de Papai!!!
Ele adquiriu em Maceió um exemplar da última edição das VOZES DE PETRÓPOLIS para presentear-me. Que delicadeza de Papai! Ele tinha gestos assim na hora certa.
Vejam a riqueza do oferecimento, escrito na hora da despedia, me lembro bem:
Ao nosso querido Miltinho, com os corações traspassados de saudades, uma lembrança das últimas férias que passaste ao nosso lado. que Deus recompense o sacrfício da dura separação, fazendo de ti um santo sacerdote franciscano. Neste livro tão pequeno, encontrarás lenitivo nas horas de sofrimentos. Receba com nossas bênçãos os corações saudosos de teus pais
Heriberto e Inês.
Fernão Velho, 5-2-1955.
Na página em branco, ao lado, escrevi:
Entrada no noviciado: 14-08-55
1ª Profissão: 15-o8-56
Profissão solene: 15-08-59
Presbiterato: 22-07-61
Bodas de Prata de religioso: 15-07-80
Bodas de prata sacerdotais: 22-07-86
Bodas de Prata de casamento de meus pais: 20-12-58
Bodas de Ouro de casamento de meus pais: 20-12-83
+ Papai: 21-03-94
+ Mamãe: 31-12-99
Poderia ter acrescentado:
Bodas de Diamante de casamento de meus pais: 20-12-1993. Celebrei em Bezerros, mas sem festa, pois papai se achava muito doente.
UMA PERDA IRREPARÁVEL - Nunca cesso de lamentar ter perdido o precioso devocionário que Papai me ofereceu (juntamente com Mamãe) no dia de minha partido para o Colégio Seráfico de Ipuarana, 27 de janeiro de 1946. Eu havia completado 11 anos em outubro! Aquela despedida foi a mais dura de minha vida e sei também que da vida deles. A dedicatória de Papai refletia essa dor, mas, ao mesmo tampo, a esperança de ver um dia o filho frade franciscano e sacerdote. Que livrinho precioso aquele que Papai guardava para aquela hora! Era uma edição portuguesa (do Porto), de uma delicadeza extraordinária: um livrinho que só podia ter sido editado para presente: em encadernação luxuosa, cujas capas se fechavam como que guardando um segredo. Em papel finíssimo, em arte primorosa. Tudo leva a crer que fora adquirido numa dessas passagens por Bezerros de um agente da Boa Imprensa de Portugal. Foi nesse livrinho que eu trazia aos domingos no bolso do palitó e todos os dia levava para a missa, que, pela primeira vez, descobri o drama da Paixão de Cristo no Salmo 21 (“Meus Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” ). Lia-o muitas e muitas vezes com os olhos rasos dágua. Foi, através desse livrinho, o meu primeiro contacto com a Bíblia. Foi através dele também que descobri a riqueza da Missa, a beleza da devoção a Nossa Senhora e aos Santos, coisa que eu já sabia e o devocionário me ajudou a compreender melhor. Até que um dia... Após a oração da noite no sábado, eu o deixei no banco, no lugar que eu ocupava, não sabendo que, no domingo de madrugada a igreja ficava cheia com o povo da Paróquia de Lagoa Seca. Quando nos dirigimos à igreja para a missa dos alunos, às 06:00 h, e que procurei meu devocionário... o canto mais limpo! Em 1962, já sacerdote, fui transferido para o Seminário de Ipuarana. Em contacto permanente com os paroquianos na sede e nas capelas, nunca deixei de indagar pelo livrinho de estimação. Quem sabe se não teria ido parar em alguma família que freqüentava a igreja do Convento? No próprio Convento eu busquei em todos os lugares onde ele poderia estar, sem resultado, desde a sacristia até a biblioteca, pois me informaram que talvez o sacristão tivesse recolhido antes da missa com o povo o que pertencia aos alunos.
Só me resta agora buscar, nos Sebos de Portugal, pela internet, o que hoje não deixaria de ser uma raridade bibliogáfica. Mas esqueci o nome do devocionário, o que dificulta a pesquisa mas não a torna impossível. Algumas característica do livrinho são inconfundíveis: por exemplo, a sua riqueza bíblica. O Salmo 21. Mas a internet jamais me devolverá a a dedicatória de Papai!!!
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