terça-feira, 29 de março de 2011

A PROPÓSITO DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE IPOJUCA

HOJE É O ANIVERSÁRIO DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE IPOJUCA. 165 ANOS. COMO ESTÁ SENDO BONITA A PARTICIPAÇÃO DAS CRIANÇAS, JOVENS E ADOLESCENTES DA CIDADE E DA ZONA RURAL NESTAS COMEMORAÇÕES. MERECEM DESTAQUE AS PESQUISAS PROMOVIDAS PELAS ESCOLAS E COLÉGIOS SOBRE A HSISTÓRIA IPOJUCANA. NÓS FRADES FOMOS ABORDADOS ESTES ÚLTIMOS DIAS POR GRUPOS E MAIS GRUPOS DE ADOLESCENTES, COM PRANCHETA E CANETA ÀS MÃOS, COM CÂMARAS FOTOGRÁFICAS, DE SIDES E ATÉ DE FILMADORAS EM PUNHO PARA FALARMOS SOBRE OS MAIS VARIADOS TEMAS COM QUE ESSAS TURMAS NOS ASSEDIAVAM, NÃO NOS PERMITINDO DIGRESSÕES, FICANDO RIGOROSAMENTE PRESOS AOS ASSUNTO PROPOSTOS. JÁ ABORDAMOS NESTAS POSTAGENS O PAPEL DE IPOJUCA NA INSSURREIÇÃO PERNAMBUCANA, QUE AQUI TEVE SUAS PRIMICIAS. NÃOÉ FÁCIL CONSEGUIR TODOS OS NOMES DOS 18 HERÓIS QUE ASSINARAM O COMPROMISSO IMORTAL EM QUE A PALAVRA PÁTRIA, CONFORME CONSTA NA HISTÓRIA DE IPOJUCA, APARECE PELA PRIMEIRA VEZ NA AMÉRICA LATINA. ESTAMOS TENTANDO COMPLETAR ESSA LISTA. MAS UM NOME NÃO PODE FALTAR: O DE AMADOR DE ARAÚJO, SENHOR DO ENGENHO TABATINGA. NESTA POSTAGEM DE HOJE, TRANSCREVEREI UM DOS DOCCUMENTOS DO ARQUIVO NACIONAL DE HAYA (HOLANDA) EM QUE SE PODE VER O QUANTO ELE FEZ SOFRER AS TROPAS BATAVAS ALOJADAS EM NOSSA REGIÃO, ATÉ CONSEGUIR, COM OS DEMAIS PATRIOTAS, A EXPULSÃO DELES DA MATA SUL PERNAMBUCANA, RECUPERANDOM O CONVENTO DE IPOJUCA E DEVOLVENDO-O AOS FRANCISCANOS EM 1645. AQUI VAI A TRANSCRIÇÃO EM PORTUGUÊS DA CARTA DE UM DOS ANCESTRAIS DOS VANDERLEY DE IPOJUCA:
Carta de Gaspar van der Ley e Johan Hick de 08/07/1645 Dirigida aos Altos Conselheiros em Recife "Excelentíssimos, Digníssimos, Sábios e mui Prudentes Senhores. Depois de oferecer as devidas homenagens a Vossas Excias., comunicamo-lhes o seguinte. Diariamente podemos observar que todos os moradores desta região se vão rebelando contra o nosso Estado, sendo seu coronel Pedro Marinho. Eles mandam buscar os jovens em suas casas, e quem não passa para eles voluntariamente obrigam-nos a faze-lo à força, de modo que todos os jovens de mais de 14 anos de idade já se reuniram a eles. 0 inimigo tem seu quartel aqui atrás, no Engenho Novo, perto da casa do caldeireiro, onde os seus ficam à vontade, cozinham e fumam diante de nossos olhos, sem que possamos impedir-lhes isto, pois não dispomos de gente bastante. Por isto pedimos humildemente a Vossas Excias. queiram a tempo tomar providencias, porque eles tentam bloquear todos os caminhos e cortar o nosso abastecimento. Amador de Araújo apoderou-se novamente da freguesia de Ipojuca e tomou o lugar, ou passo chamado Penderama, onde lutamos com ele em outra oportunidade, de modo que não se pode mandar cartas ao tenente (Flemming) em Ipojuca, como Vossas Excias. podem ver na que vai inclusa, por nós mandada ao tenente, e que Amador de Araújo nos mandou de volta, ainda fechada, do que Vossas Excias. podem concluir que, se isto continuar assim, o tenente será obrigado a entregar-lhes o convento. 0 inimigo torna-se aqui todo dia mais forte e está nos cercando. Pedimos, pois, a Vossas. Excias. queiram, a tempo tomar providências e mandar-nos tropas para não ficarmos sitiados, e por tanta gente no campo quanto for possível e chamar o resto dos brasilianos. Ao nosso ver deve-se abandonar Porto Calvo, para deste modo reunir mais gente, porque este lugar poderemos em qualquer ocasião recuperá-lo. Sendo senhores do campo poderemos obter mantimentos para todas as tropas e, ao nosso ver, é melhor nós mesmos comermos o gado, do que deixá-lo para o inimigo. Na noite passada mandamos uma tropa com uma parte dos brasilianos para o Engenho Novo, para saber o que lá se estava fazendo, mas já se tinham retirado para a casa do caldeireiro, num morro; diante deles está um pântano, onde se estabeleceram em emboscada. Eles contam com mais de trezentos homens e tornam-se diariamente mais fortes, de modo que nós não temos gente para expulsá-los dali, o que nos pesa muito, porque gostaríamos de prestar bons servigos a Vossas Excias. mas sem tropas nada podemos fazer. Recebemos agora notícia que o inimigo se encontra no engenho do senhor Paulus Vermeulen e que o capitão Antonio de Crasto ai matou os porcos e levou açúcares da casa de purgar. Pedimos, pois, a Vossas Excias. mandar-nos logo resposta e enviar-nos mecha holandesa de boa qualidade, da qual estamos tão necessitados quanto de comida. Referimos isto a Vossas Excias. e esperamos ser atendidos com brevidade. Vossas Excias. queiram mandar também algumas armas para os civis, porque aqui há muitas pessoas sem elas. O dito Amador de Araújo enforcou em Ipojuca um homem que se recusou a tomar as armas, numa forca que ai levantou. Santo Antonio do Cabo em 8 de julho de 1645." Esta documentação pode ser encontrada pela pesquisa GOOGLE, na internet, acessando-se :

PESQUISA GOOGLE: GASPAR VAN DER LEY



PLACA EXISTENTE NA FACHADA DO CONVENTO:



"COMPROMISSO IMORTAL 23 DE MAIO DE 1645 “NÓS, ABAIXO ASSINADOS, NOS CONJURAMOS E PROMETEMOS EM SERVIÇO DA LIBERDADE NÃO FALTAR A TODO O TEMPO QUE FOR NECESSÁRIO, COM TODA AJUDA DE FAZENDAS E DE PESSOAS, CONTRA QUALQUER INIMIGO, EM RESTAURAÇÃO DE NOSSA PÁTRIA; PARA O QUE NOS OBRIGAMOS A MANTER TODO O SEGREDO QUE NISTO CONVÉM. SOB PENA DE QUEM CONTRÁRIO FIZER SERÁ TIDO COMO REBELDE E TRAIDOR E FICARÁ SUJEITO AO QUE AS LEIS EM TAL CASO PERMITAM”. 18 LÍDERES PATRIOTAS."

segunda-feira, 14 de março de 2011

SANTA LUZIA DE TABATINGA












A PEDRA DO MILAGRE


A Capela nova














Imagem de Santa Luzia venerada na Capela Nova.











Contam os mais antigos de Ipojuca que em Tabatinga se venera o milagre de Santa Luzia na " Pedra do Milagre".



À entrada da mata que leva à antiga capela




Coisa semelhante acontece em Santo Antônio do Monte, no Cabo de Santo Agostinho: a capela é no alto, mas o milagre é em baixo: a água pinga de gota em gota, é acumulada num pequeno tanque. Era costume ser procurada esta água pelas mães, trinta dias após o parto, para tomarem aí o primeiro banho frio,uma vez que em casa só podiam tomar banho com água morna quinze dias após darem à luz. Lembramos o que já postamos neste blog sobre Santo Antônio do Monte, em cujo engenho trabalhava Frei Cosme de São Damião (mártir da guerra holandesa) antes de entrar na Ordem Franciscana em Ipojuca.

Ruínas da antiga capela





ão sabemos se havia o mesmo costume na Pedra do Milagre de Tabatinga. Consta que havia também uma fonte milagrosa.



Tijolo da primeira Capela









Mais um motivo para se abrir ao público as ruínas da primitiva capela. O Governo Municipal de ipojuca está perdendo uma grande chance de favorecer o turismo religioso nas paragens de Tabatinga. Com pouco gasto, a Secretaria de Cultura poderia fazer de Tabatinga um dos pontos turísticos do Município. Voltaremos ao assunto.







Apresentemos mais algumas imagens de Tabatinga, da Câmara de Edvaldo S. Medeiros.



Grande pedra talhada da primeira igreja.







Dentro da mata.






































































RELÍQUIA DO PASSADO FRANCISCANO


Guardo com muito carinho um pequeno folheto em que se lê:
REGRA PARA O ALUNO SERÁFICO
O ALUNO SERÁFICO É COMO SÃO FRANCISCO DE ASSIS:
1. nobre no pensar e cortês no agir, cônscio de sua vocação;
2. piedoso e sincero perante Deus que é seu Senhor e Pai;
3. respeitoso para com o sacerdote e religioso, pois é ministro de Deus;
4. puro de alma e corpo, pois presta serviço de anjo no altar;
5. satisfeito com pouco, pois aspira à riqueza de alma e espírito;
6. obediente aos superiores, dócil e prontamente;
7. consciencioso no estudo, pois é seu dever de estado;
8. aos colegas amigo prestimoso, espontaneamente;
9. alegre e jovial no recreio, jamais perturba um jogo;
10. patriota, ama com fé e orgulho a terra em que nasceu;
11. Atenciso e reservado para com estranhos;
12. Amigo da natureza, nada destrói nem maltrata por capricho.
COMENTÁRIO – Que primor ! Que síntese de tudo de bom que nos ensinavam no Colégio Seráfico de Ipuarana! Não falta nem o aspecto ecológico, tão franciscano e tão universal, e tão presente nos dias de hoje!
Relíquia para ser guardada não num escrínio, mas no coração.
Tenho-a desde minha entrada no Colégio Seráfico de Ipuarana a 28 de janeiro de 1946, aos 11 anos de idade.
Gostaria que os ex-alunos franciscanos comentassem esta postagem.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

IPOJUCA ENGENHO TABATINGA



MARTÍRIO DO CAPELÃO
A vida nos engenhos daquela região canavieira da Mata Sul de Pernambuco, apesar dos sofrimentos trazidos sobretudo pela escravidão, tinha o seu lado alegre que fazia esquecer um pouco as agruras da opressão dos pequenos pelos que detinham o poder. A moagem era um tempo em que os senhores de engenho e os trabalhadores braçais usufruíam os benefícios da cana-de-açúcar. Todo mundo esperava com ansiedade a festa da botada. Os pobres viviam de barriga cheia, não faltava o caldo-de-cana, o mel-de-engenho, o alfinim, a rapadura. Muitos escravos, é bom lembrar, compravam a alforria com a venda dos produtos dos seus trabalhos, vantagens que perderam com a Lei Áurea, a 13 de maio de 1888. O abolicionista Joaquim Nabuco já temia que isso viesse a acontecer, se a Abolição não se fizesse acompanhar de uma legislação complementar que nunca veio.
Falávamos da alegria do tempo da moagem.
Pois bem:
[...] O invasor, porém, acabara com tudo aquilo.
[...] C0m a invasão holandesa, cessara a moagem em toda aquela rica zona açucareira de Sirinhaém, Rio Formoso, Cabo, Ipojuca. [...] Os engenhos ficaram parados e tristes. Os escravos sem trabalho. As casas-grandes assustadas e sem defesa. Os bois à toa pelo cercado ou destruindo as plantações. Os carros abandonados nos pátios. E os holandeses cometendo violências.
O Capelão do engenho, homem de bondade e de fé, poderia ter fugido à aproximação do estrangeiro, mas não quis fazê-lo.
Preferiu ficar com os seus fiéis [...]
Embora fossem os batavos de credo diferente [calvinistas radicais], o sacerdote, no dia seguinte, um domingo, logo de manhã, preparou-se para dizer a sua missa, ele próprio subindo a colina verde para tanger o sinosinho da Capela, chamando os trabalhadores.
No silênci0 da madrugada, o sino cantou alegremente, espalhando sons pelos campos desertos, engenhos parados, estradas abandonadas...
Acordando de brusco, o comandante holandês pulou do leito, mandou tocar a reunir. Era homem dsconfiado e mau. Aqueles toques de sino lhe pareceram, não convite religioso, porém sinal ao inimigo.
Os oficiais concordaram e o exército ocupante formou em atitude de batalha, esperando ordens. O próprio comandante dirigiu-se à Capela para prender quem estivesse puxando a corda do campanário.
Lá encontrou apenas o Padre. Deu-lhe voz de prisão, disse-lhe ir mandar matá-lo como traidor.
O sacerdote, sereno, pediu somente deixassem-no celebrar a missa pela última vez.
E subiu ao altar.
Quando terminou, foi fusilado no pátio do engenho.
(Mário Sette, Terra Pernambucana, São Paulo, 9ª Edição, pags. 44-46).

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ENGENHO TABATINGA DE IPOJUCA

A capela atual do Engenho Tabatinga situa-se numa pequena colina com longa escadaria, mas tão bem feita que os portadores de bengalas ou mesmo muletas sobem por ela com prazer.
Aí se venera Santa Luzia, cuja festa acontece a 13 de dezembro. Tudo leva a crer que a pequena imagem barroca, muito linda, que se vê no altar seja a original do século 17. Mas a capela não é mais a primitiva cujas ruínas ainda hoje se conservam dentro de uma das matas (que encantadoras matas!) a que se pode chegar a pé ou carro (se o tempo não for de chuva). Todos os anos a procissão sai da atual capela com a imagem, percorrendo cerca de 3 km (ou uma çlégua de ida e volta) subindo e descendo ladeiras, passando pelas ruínas da primitiva igreja cujas pedras ciclópicas e bem talhadas ali se amontoam de mistura com tijolos de cerca de 2 palmos por um de tamanho e aproximadamente 8 cm de espessura, pesando não menos de 5 kl. Ainda podem ser vistos restos das paredes em meio aos troncos de árvores centenárias num emaranhado galhos de todos os tamanhos e grossura, recamados de musgos, avencas, líquens, bromélias e orquídeas, numa festa de sombras e de luzes tropicais, ao estrídulo das cigarras, ao canto dos sabiás e aos zumbidos de milhares de insetos de cores as mais variegadas, voejando para todos os lados. Aqui e ali, as clareiras que nos deixam descortinar os vales cobertos de canaviais e encimados por restos da mata atlântica escapos à furia dos machados e tratores. Creio que ainda se podem ver o mar, a barra de SUAPE, a orla marítima de Porto de Galinhas, Maracaípe, Nossa Senhora do Oiteiro. Podem ser vistos também um açude e a barragem que abastece de água potável a região.
UMA HISTÓRIA A SER RESGATADA - Voltando a algumas das nossas postagens:
EGENHOS DA FREGUESIA DE IPOJUCA
CONFORME RELATÓRIO HOLANDÊS
DOS ANOS DE 1637 A 1639. Documento 5,
[1]
[1] Apud MELL O, José Antônio Gonçalves de, A Economia Açucareira, I, 2.ª edição, Recife, 2004, pp. 83 ss.
- Engenho Santa Luzia, confiscado e vendido a Amador Araújo. É d´água e moente.

DO DOCUMENTO 4 DOS RELATÓRIOS HOLANDESES:
INVENTÁRIO DE TODOS OS ENGENHOS SITUADOS ENTRE O RIO DAS JANGADAS E O RIO UMA, EM PERNAMBUCO, FEITO PELO CONSELHEIRO WILLEN SCHOTT EM 1636. - Sobre o Engenho Tabatinga:
Engenho de Tabatinga, de Santa Luzia, pertencente a Cosme Dias da Fonseca, que fugiu, situado calculadamente duas milhas distante do Cabo. Mói com água e tem um belo açude. A casa de purgar e a casa das caldeiras são de alvenaria, mas muito velhas e começam a decair. Tem também cerca de uma milha e meia de terra com uma boa várzea, bem plantada com canavial, que anualmente pode produzir cerca de 5.000 a 6.000 arrobas de açúcar; as caldeiras e os tachos foram todos retirados.” [3]
- Sobre o Engenho dos Salgados: “...do mesmo Cosme Dias, situado uma milha e meia distante do antes citado engenho, tem cerca de uma milha de terra, na maioria várzeas, das quais se obtêm boas canas.. Mói com bois e tem duas moendas e, pela comodidade do rio Ipojuca, que corre bem perto, pode moer o ano inteiro. Tem fornecido 5.000 arrobas e paga de recognição 30 arrobas de açúcar branco e encaixado; a casa de purgar tem paredes de taipa, mas está totalmente destruída, como também as moendas; as caldeiras foram retiradas e escondidas.” [4]
[1] Apud MELL O, José Antônio Gonçalves de, A Economia Açucareira, I, 2.ª edição, Recife, 2004, pp.142 a 143,
[2] Apud MELL O, José Antônio Gonçalves de, A Economia Açucareira, I, 2.ª edição, Recife, 2004, pp. 47 ss.; sobre Ipojuca: pp. 61 ss.
[3] Id. Ibd. p. 61.
[4] Id. Ibd. p.61.- Engenho Santa Luzia, confiscado e vendido a Amador Araújo. É d´água e moente.

PESQUISA GOOGLE: “ AMADOR DE ARAÚJO DO ENGENHOTABATINGA”!
ABRINDO:
PDF]
IPOJUCA
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápidade Ipojuca já contava com muitos engenhos de açúcar, ... O encontro com as forças pernambucanas ocorreu no dia 23 de julho de 1645, no engenho Tabatinga. ... seguida, o capitão-mor Amador de Araújo e sua tropa marcharam até a Várzea, ...www.portais.pe.gov.br/c/document_library/get_file?folderId

ABRINDO:

"Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – CONDEPE/FIDEM
Município IPOJUCA
Prefeitura Municipal
Prefeito: PEDRO SERAFIM DE SOUZA FILHO
Vice-prefeito: Fernando Eduardo Alves da Silva
Endereço da Prefeitura Municipal de IPOJUCA
Rua Cel. João de Souza Leão, s/n CEP: 55.590-000
Fone: (81) 3551 1156/1147 Fax: (81) 3551 0207
E-mail: ipojuca@zaz.com.br
Site: www.ipojuca.pe.gov.br
Eleitorado
Número de eleitores – 2008
Total Masculino Feminino Não informado
56.606 28.127 28.444 35
Fonte: TRE.
Aspectos Históricos
Criação da vila de Ipojuca: 09/05/1864 Lei Provincial nº 587
Data cívica (aniversário da cidade): 30/03
A povoação da área do município de Ipojuca é bastante remota; embora não se possuam dados exatos acerca da
fundação da localidade, supõe-se que tenha surgido ainda no primeiro século da colonização, através da doação de
sesmarias. Entre as famílias que se estabeleceram inicialmente na várzea do Ipojuca mencionam-se: Lacerda,
Cavalcanti, Rolim e Moura.
O distrito foi criado anteriormente a 1608, com a denominação de Nossa Senhora do Ó de Ipojuca, confirmado pela
Lei Municipal nº 2, de 12 de novembro de 1895. Por ocasião da invasão holandesa, toda a região do atual município
de Ipojuca já contava com muitos engenhos de açúcar, graças à fertilidade de suas terras, ricas em massapê. Em 17
de julho de 1645 começou a luta em Ipojuca para a expulsão dos batavos, dirigida pelo capitão-mor Amador de Araújo
que dispunha de apenas 16 homens armados. A luta teve início em decorrência de um incidente entre um judeu e um
morador da localidade, aproveitando-se os habitantes desse fato para combater os invasores. O destacamento
holandês tentou manter a ordem, mas o povo, incentivado por Amador de Araújo, mesmo sem armas apropriadas,
incendiou o quartel holandês e matou muitos soldados. Do Recife foi enviado um reforço holandês, comandado pelo
coronel Haus. O encontro com as forças pernambucanas ocorreu no dia 23 de julho de 1645, no engenho Tabatinga.
Nesse dia, os revoltosos de Ipojuca atacaram os holandeses numa emboscada, derrotando-os completamente. Em
seguida, o capitão-mor Amador de Araújo e sua tropa marcharam até a Várzea, a fim de se juntar às forças de
Fernandes Vieira. Posteriormente, tomaram parte no combate de Tabocas."

O MARTÍRIO DO CAPELÃO - Em seu livro "Terra Pernambucana" (São Paulo, 9ª Edição), o escritor Mario Sette, no Capítulo "O Sino da Capela", nos conta a história do trucidamento pelos holandeses do capelão de um engenho situado em Ipojuca. O inimigo havia descido de Sirinhaém, ocupando as terras do engenho de Ipojuca. Não diz o nome do engenho. Mas não pode ser outro, a não ser o Engenho Tabatinga, na éppoca, do bravo Amador de Araújo. Era o único Engenho de Ipojuca a manter um Capelão morando no lugar.
Sabemos que em 24 de janeiro de 1594 já era falecido o primeiro vigário de Ipojuca de que temos conhecimento, o Padre Gaspar Neto, que desde 1589 regia a Freguesia, ocupando o seu lugar o Padre Paulo Róiz de Távora. Este permanece à frente da Paróquia até 1608. Seu sucessor foi o Padre Domingos Vieira de Lima de 1646 a 1650, seguido do Padre José Vieira de Melo. São dados colhidos por Frei Venâncio Willeke e que figuram na breve história da Paróquia constituído pelo Capítulo IV de sua obra "Convento de Santo Antônio de Ipojuca" (Rio de Janeiro, 1956). Serviu de fonte a Frei Venâncio principalmente o livro "Denunciações de Pernambuco", do Tribunal da Inquisição, órgão eclesiástico encarregado de averiguar os casos de heresia. Consta nesse livro o nome de vários Capelães do Engenho Tabatinga de Ipojuca. Pelõs autos das várias denunciações citadas ´por Frei Venâncio, "verifica-se que já em 1591, havia, além do viogário,.um Capelão com residência no Engenho de Santa Luzia (Tabatinga)".
O Padre Paulo Róiz de Távora e o Padre Cosme Neto eram respectivamente, Vigário de ipojuca Capelão de Santa Luzia de Tabatinga em 1594.
Já vimos, pelos relatórios holandeses, que em 1636 eles já haviam tomado o Engenho Tabatinga. Nessa época o Vigárioo de SãoMigueel de Ipojuca era o Padre Sebastião Rodrigues. O Engenho Tabatinga pertrencia, então, a Cosme Dias da Fonseca, que fugiu commatias de Albuquerque para Alagoa do Sul (hoje Marechal Deodoro).
Voltemos ao que já foi por nós citado nesta postagem:
"EGENHOS DA FREGUESIA DE IPOJUCA CONFORME RELATÓRIO HOLANDÊS DOS ANOS DE 1637 A 1639. Documento 5,[1] [1] Apud MELL O, José Antônio Gonçalves de, A Economia Açucareira, I, 2.ª edição, Recife, 2004, pp. 83 ss.
- Engenho Santa Luzia, confiscado e vendido a Amador Araújo. É d´água e moente. "
Creio que o martírio do capelão se deu entre 1636 e 1639. Quem teria sido o Capelão martirizado?
Teria sido o Padre o Padre Cosme Neto, aquele que em fevereiro de 1594 era o Capelão de Santa Luzia em Tabatinga?
Suponhamos quie, como capelão, ele tivese de 30 a 33 anos de idade (se ordenavam muito moços então!).
Se o trucidamento do capelão se deu entre 1636 a 1639, ele teria
sido morto entre os 72 e 74 anos de vida, o que me parece razoável. Na próxima postagem contaremos como se deu o martírio do capelão, fato giuardado na memória de alguns ipojucanos.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SONHAR É POSSIVFEL?

VEJA O QUE NOS CANTA MARIA BETÂNIA

ALGUNS MINUTOS MAIS COM FREI ALOÍSIO

A ORAÇÃO SE FAZ POESIA OU A POESIA SE FAZ ORAÇÃO?