quinta-feira, 19 de novembro de 2009

OITEIRO DE MARACAÍPE NA INTERNET

RPPN Nossa Senhora do Oiteiro de Maracaípe - ambientebrasil ...
Localizada no litoral sul do estado de Pernambuco, na cidade de Ipojuca, a reserva Nossa Senhora do Oiteiro de Maracaípe ocupa 76 hectares de uma fazenda de ...www.ambientebrasil.com
ABRINDO:

Reserva Particular do Patrimônio Natural Nossa Senhora do Oiteiro de Maracaípe

Região: NordesteEstado: Pernambuco Município: IpojucaBioma: Floresta AtlânticaÁrea: 76,20 haCriação: Portaria 58 (2000)Unidade de Uso Sustentável
Localizada no litoral sul do estado de Pernambuco, na cidade de Ipojuca, a reserva Nossa Senhora do Oiteiro de Maracaípe ocupa 76 hectares de uma fazenda de 130 hectares. A reserva protege remanescentes da Floresta Atlântica e seus ecossistemas associados de restinga e manguezal.
No Estado de Pernambuco só existem 4,6% de manchas desse bioma que sofreu o processo de devastação principalmente em função da cultura da cana-de-açúcar e do desenvolvimento desordenado do turismo. A área da reserva pertence aos frades franciscanos que a administram desde o século XVIII e foi reconhecida como RPPN no dia 26 de setembro de 2000 - portaria 58 pelo Diário Oficial da União. Trata-se da primeira Reserva Ecológica da Ordem Franciscana fundada por São Francisco de Assis.
A motivação da Ordem dos Franciscanos é tornar este lugar um centro de referência em educação ambiental dentro dos princípios de São Francisco de Assis e formar e educar os novos frades e a comunidade dentro desta mentalidade. Em pouco tempo de existência, já despertou atenção da comunidade científica para a pesquisa por parte da Universidade no aspecto florístico e de fauna, como também do curso de turismo. A área ainda não está aberta para a visitação porque necessita realizar algumas obras de infra-estrutura como também cercar toda propriedade e realizar o plano de manejo. Umas das características marcantes é sua beleza cênica devido a uma ampla visão de uma montanha de 50 metros para o litoral e a mata.

MARACAÍPE - PORTO DE GALINHAS - OITEIRO

IGREJAS E CAPELAS SOB OS CUIDADOS DOS FRANCISCANOS

O 1º Livro de Crônica do Convento de Ipojuca apresenta uma lista das igrejas e capelas aos cuidados dos frades:

Matriz de São Miguel: (e Na. Sra. do Livramento)
Santuário do Santo Cristo: (Santo Antônio)
Igreja de . Sra. do Ó: (ou da Expectação)
Capela Sra. dos Oiteiros: (Na. Sra. da Conceição)
Capela da Usina Salgado: (N. Sra. de Nazaré e S. João)
Capela da Usina Ipojuca: (N. Sra. da Conceição)
Capela de Camela (S. Antônio)
Capela do Engenho Maranhão: (Na. Sra. da Penha)
Engenho Pará: (Na. Sra. das Vitórias)
Engenho Gaipió: (São José)
Engenho Belém: (Na. Sra. da Conceição)
Engenho Bonfim: (Nosso Senhor do Bonfim)
Capela do Engenho Pindoba: (São Tomé)
Engenho Fernandes: (Na. Sra., da Conceição)
Engenho Sibirozinho: (Sagrada Família)
Engenho Cachoeira: (Na. Sra. da Conceição)
Capela do Engenho Água Fria: (Na. Sra. da Conceição)
Engenho Arimbi: (Sant’Ana)
Capela do Engenho Tapera: (Cosme e Damião)
Capela do Engenho Penderama: (N. Sra. da Conceição)
Capela do Engenho Ilha das Mercês: (Sra. das Mercês)
Capela da Praia do Cupe: (São Sebastião)
Capela da Praia de Maracahype: (S. Francisco de Assis)
Capela do Cemitério de Na. Sra. do Ó:
Capela do Engenho Jundiá: (Escada)
Engenho Esmeralda (Escada)

AS CAPELAS –
Sebastião Galvão enumera as seguintes capelas ou templos da Freguesia de Ipojuca:
De Santo Antônio, do Convento Franciscano do mesmo nome (e não de São Francisco como o chama Sebastião Galvão; hoje, Santuário do Senhor Santo Cristo), de Nossa Senhora da Conceição de Camela ( engano; deveria ter dito “de Santo Antônio de Camela); do Senhor Bom Jesus, no Cemitério de Ipojuca; do Senhor do Bonfim, no Engenho Salgado [hoje: Nossa Senhora de Nazaré e São João Batista); de Nossa Senhora das Mercês, no Engenho Mercês; de Nossa Senhora da Penha, no Engenho Maranhão; de Nossa Senhora da Conceição, no Engenho Genipapo; de São Tomé, no Engenho Pindoba; de Nossa Senhora da Conceição, nos Engenhos Caeté, Utinga de Baixo, Sibiró de Santa Cruz, do Cavalcante e Fernandes; dos Santos Cosme e Damião, no Engenho Tapera; de Santo Antônio, no Engenho Caetés; de Jesus, Maria, José, no Engenho Saco; de Nossa Senhora da Coceição, nos Engenhos Água Fria, Penderama e Cachoeira; da Piedade, no Engenho Bom Fim; de Nossa Senhora do Desterro, no Engenho Matas do Ipojuca; de Nossa Senhora do Rosário, no Engenho do Meio; de Nossa Senhora da Ajuda, no Engenho Utinga; de Sant´Ana nos Engenhos Arendepe e Arimbu; de Nossa Senhora da Guia, no Engenho Boassica; de Nossa Senhora da Estrela, no Engenho Ilha do Álvaro; de São José, “do pequeno povoado de Gaipió”; de Sant´Ana, de Serrambi; de Nossa Senhora de Maracaípe (hoje, de São Francisco, em ruínas); Nossa Senhora do Outeiro, no Porto de Galinhas.
MARACAÍPE - PORTO DE GALINHAS - OITEIRO - CUPE
A Capela de Maracaípe: sobre ela escreve Manoel da Costa Honorato em 1863:“Povoação situada à beira do mar, banhada pelo ribeiro deste nome.Tem uma capela cuja torre se acha na lat. 8° 29´ 26´´ S. e long. 37° 19´52´´ OC. Pertence ao Termo de ipojuca e tem uma subdelegacia de polícia deste Termo.” [1]No mesmo ano, escrevendo Honorato sobre a freguesia de Ipojuca, assim enumera suas igrejas: " A sua igreja matriz é dedicada a São Miguel, e existe na povoação um convento dos religiosos de Santo Antônio [por São Francisco!], no qual está a milagrosa imagem do Santo Cristo; além destas há mais três filiais: Nossa Senhora do Ó, São Francisco, na praia de Maracaípe e Nossa Senhora da Conceição num oiteiro da mesma praia. (Obra ncitada abaixo, pgs. 58-59)Já Sebastião Galvão, 34,0 anos mais tarde, tem a sua versão:“Maracaype – Povoação – Situada na costa, próxima à foz do rio do mesmo nome e à marg. setentrional dele, 8° 32´ e 20´´ de lat. s. e 8º 7´ 12´´ de long. É, junto à ponta do mesmo nome, baixa, coberta de arvoredos e de coqueiros; de longe, parece alagada, fica a mais de 6 milhas ao sudoeste do Cupe. É pequena povoação e nela existe uma igreja dedicada a N. S. da Conceição. A ponta de Maracaípe é guarnecida de um lanço de recife na distância de meia milha da praia.” [2]Ao tratar da freguesia de Ipojuca, Sebastião Galvão enumera entre as suas capelas a de "N. S. de Maracahype, e a de N. S. do Outeiro do Porto de Galinhas" (obra abaixo citada, pg. 315). Sobre Cupe, pouco diz Honorato: ‘Cupe, (ponta de) ua légua ao norte do Porto de Galinhas, na lat. 8° 23´16´´ S. e long. 37º 18´55´´ Oc. Neste lugar existe uma pequena povoação.” [3] Isto em 1863. Parece que de lá para cá não passou de pequena povoação da família Monteiro, antigos donos da usina de Cucaú. Não sabemos de quando é a Capela. Talvez trenha sido posterior ao que escreve Honorato. Sebastião Galvão acrescenta pouca coisa: “a 15 kilms. De S. Miguel de ipojuca e a 16 da vila de N. S. do Ó, sede do mun., é pequena a povoação e está à borda do mar, a 6 milhas da extrema oriental do Cabo de s. Agostinho, tendo em sua frente baixos cômoros de areia e alguns coqueiros. Existe aí um ligeiro pontal...” [4] A Capela é dedicada a S. Sebastião, acrescentamos nós.[1] HONORATO, Manoel da Costa, Dicionário Topográfico, Estatístico e Histórico da Província de Pernambuco , 2ª Edição, Governo do Estado de Pernambuco, Recife, 1976, p. 68. [2] GALVÃO, Sebastião Vasconcellos, DicionárioCorográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Volume I, 2ª Edição, Governo de Pernambuco, Recife, 2006, pg. 377-278. A 1ª edição foi de 1897, “quase quarenta anos depois do Dicionário de Honorato”., escreve José Antônio Gonçalves de Mello no Prefácio.[3] HONORATO, Manoel da Costa, Dicionário Topográfico, Estatístico e Histórico da Província de Pernambuco , 2ª Edição, Governo do Estado de Pernambuco, Recife, 1976, p. 42.[4] GALVÃO, Sebastião Vasconcellos, DicionárioCorográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Volume I, 2ª Edição, Governo de Pernambuco, Recife, 2006, pg. 211.







sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SIRINHAÉM

HISTÓRIA DA CIDADE E DA PARÓQUIA
Sebastião Galvão em seu “Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco” (Volume 4, 2ª edição, Governo de Pernambuco, Recife, 2006, páginas de 102 a 116), trata da Cidade e da Paróquia de Sirinhaém.
Resumidamente, os dados de Sebastião Galvão:
Sirinhaém é a sede do Município e da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Sirinhaém.
A povoação de Sirinhaém teve começo no princípio do século XVII (o século de 1600), com as famílias Accioly, Lins, Siqueira, Uchôa, Peres, Campello e Barros.
Em 1614 foi construída a capelinha de São Roque, o primeiro testemunho da fé católica do seu povo.
A povoação foi crescendo a ponto de em 20 de janeiro de 1620 ser lançada a primeira pedra da igreja da Padroeira Nossa Senhora da Conceição. Foi erguida rapidamente com a ajuda de todos os senhores de engenho da região.
Em que local? Provavelmente no alto, à esquerda da atual Matriz, onde havia também o cemitério. Hoje, no mesmo lugar, funciona o "Centro Educacional Cristo Redentor".
Em 1621 já estava praticamente construída e funcionando como Capela.
Nesse mesmo ano de 1621 foi criada a paróquia pelo Bispo do Brasil Dom Marcos Noronha e a Capela de Nossa Senhora da Conceição foi elevada a Matriz.
Seu primeiro Vigário foi o padre Simão Pitta Calheiros e o seu Coadjutor era o Padre Matheus Soares.
A Paróquia foi instalada, provisoriamente, na capela do Engenho Palma. Isto faz supor que a igreja de Nossa Senhora da Conceição ainda não estava em condições de funcionar como Matriz. Faltavam as obras de acabamento.
Em 12 de novembro de 1622, o Senhor Jacques Peres e sua mulher Dona Catharina Álvares fizeram doação ao Padre Cooperador Matheus Soares das terras do Patrimônio de Santo Amaro, onde foi construída uma Capela dedicada àquele Santo, Capela filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Sirinhaém. Com a fundação da Capela, surgiu o povoado de Santo Amaro. A Capela se tornou importante Santuário de romarias. A Capela de Santo Amaro foi reedificada em 1796 (veja a obra citada de Sebastião Galvão, pg. 24).
A 19 de junho de 1627, Duarte Coelho (4º Donatário as Capitania) elevou a povoação a Vila, com a prerrogativa de muito nobre e sempre leal Vila de Serinhaém. O ato de instalação da Vila se deu a 1 de julho do mesmo ano.
A 11 de abril de 1635, Matias de Albuquerque fez seu acampamento na Vila Formosa de Serinhaém e aí venceu em batalha um forte batalhão do General holandês Segismundo Van-Scop (ou Von Schkoppe).
O Convento de São Francisco da Vila Formosa de Sirinhaémj foi fundado em 1630.
Qual a sorte do Convento Franciscano de Sirinhaém durante a guerra holandesa?
Os Conventos de ipojuca e de Sirinhaém nada sofreram até 1635. Neste ano foi evacuado o Convento de Sririnhaém, retirando-se o guardião com os religiosos para o convento da Bahia; isto a conselho do Pe. Custódio e do General Matias de Albuquerque. Só tornaram a ocupar o Convento de Ipojuca em 1645 e o de Sirinhaém no ano de 1647.

domingo, 18 de outubro de 2009

ESCLARECENDO SIT

Fico muito grato ao amigo Rui Ferreira, pesquisador abalizado da história de nossa região, pelo esclarecimento que agora passo aos leitores dos meus blogs:

"Frei José Milton,

A igreja que foi dita em site como sendo as ruínas da igreja de Maracaípe, na realidade é a Igreja São José de Botas, na Praia de Tamandaré.

Com sua bênção, Rui"

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Link da homenagem da Paróquia de São Miguel a Frei Beto Breis, ofm.

http://www.youtube.com/watch?v=5Hp1iG_WHY4

sábado, 3 de outubro de 2009

A CONCENTRAÇÃO MARIANA NA USINA SALGADO E EM NOSSA DENHORA DOM Ó


Igreja de N. Sra. do Ó Capela da Usina Salgado Capela de N. Sra. das Mercês


O ANO SANTO MARIANO

Na capela do Engenho Mercês, pertencente hoje à Paróquia de Nossa Senhora do Ó, está sepultado o padre Salesiano Luís Marinho Falcão, filho da Usina Salgado. Quando ele era menino, seu pai veio de Paudalho, com a família, trabalhar na Usina Salgado. Moravam no Engenho Mercês. Foi aí que nasceu a vocação religiosa do garoto. Sua mãe era Dona Nitinha. Era croinha na igreja de Nossa Senhora do Ó. Sentindo-se chamado à vocação sacerdotal, foi estudar com os Salesianos. Ordenou-se sacertode e nunca esqueceu a terra de sua infância: o Engenho Mercês, a Usina Salgado e Nossa Senhora do Ó. Seus restos mortais se encontram na capela das Mercês certamente a pedido da família
Sobre o Engenho Mercês e a família do Padre Luís Marinho Falcão, consulte o meu blog de abril de 2008: “Os Engenhos de Ipojuca na guerra holandesa”.

A CONCENTRAÇÃO MARIANA NA USINA SALGADO E EM NOSSA SENHORA DO Ó

A História de Nossa Senhora do Ó não pode deixar de registrar em seus anais a grande Concentração Mariana promovida pelo Padre Luís Marinho Falcão, com o apoio de Frei Oto, e registrada por este no Livro de Crõnica do Convento de Ipojuca, à pg. 253. O evento teve lugar no dia 06 de janeiro de 1954, dando abertura ao Ano Mariano de 1953-1954.
Demos a palavra ao cronista Frei Oto:

"À tarde do Dia de Reis, realizou-se, na esplanada da Usina Salgado, uma imponente Concentração Mariana, cuja idéia tinha sido sugerida pelo neo-sacerdote salesiano o Revmo. Pe . Luís Marinho Falcão, filho de Salgado. Apoiamos a idéia do Padre, a qual surtiu, deveras, um efeito que foi além do que esperávamos. Na presença de quatro sacerdotes, das Filhas de Maria de Ipojuca e de Nossa Senhora do Ó e de numeroso povo afluído daquelas redondezas, houve a Coroação da imagem de Nossa Senhora do Ó, ouvindo-se a palavra entusiasmada do Vigário Fre Lino e demais padres e alguns representantes do operariado revesada pelo canto das Filhas de Maria e do povo devoto. Foi espetacular esta manifestação de amor e veneração à Virgem Imaculada, como também a procissão de lanternas precedida por um cortejo de 20 cavaleiros montados em briosos corcéis que todos iam reconduzir a Nossa Senhora cingida de sua coroa de ouro para o seu temploatravés das plagas arenosas de N. Senhora do Ó. Foi assim que demos inícioi ao nosso Ano Mariano de 1953-1954".
O encerramento do Ano Mariano se deu em Ipojuca, no dia 8 de dezembro de 1854, Dia da Imaculada Conceuição. Escreve Frei Oto: "8 de dezembro foi o dia em que pusemos um brilhante ponto final ao nosso Ano Mariano de Ipojuca com a Coroação à Imaculada. Para esta brilhantíssima cerimônia, retocara Frei Tarcísio a linda imagem que fica à entrada da sacristia. O importante espetáculo teve lugar no pátio [externo] do Convento, onde, diante de grande multidão do povo, puseram mãos inocentes na fronte de Nossa Senhora uma coroa dourada e rutilante de pedras de cores, presente oferecido pela usineira D. Lourdes Dubeux Monteiro [Dourado] (Livro de Crônica pgs 256)..








quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NOSSA SENHORA DO Ó - FREI OTO, OFM

TRAÇOS BIOGRÁFICOS DE FREI OTO STOHLDREIER, OFM

Henrique Stohldreier, assim se chamava Frei Oto, nasceu no dia 27 de agosto de 1908 na cidade alemã de Gelsenkirchen. Alimentava o desejo de tornar-se rodoviário. Depois de concluir a Escola Primária, ingressou no Curso de Artes Mecânicas. Concluído o aprendizado, foi surpreendido pela pregação de um sacerdote franciscano. Causou-lhe tão profunda impressão que resolveu ser missionário franciscano. Pediu ao pai que fosse com ele a um convento franciscano que ficava próximo de sua terra. Frei Eleutério, o frade que os atendeu, encaminhou o jovem Henrique para o Seminário Franciscano e Missionário de Bardel. Henrique se mostrou bom aluno. Tinha muita facilidade para línguas. No desempenho das atividades curriculares e disciplinares, mostrou que era um candidato certo para o Noviciado. Feito o exame chamado de Madureza (uma espécie de vestibular), passou no mesmo com êxito. A 15 de abril de 1930, entrou então na Ordem Francisacana ou tomou o hábito como se dizia então, com o nome de Frei Oto, pois era costume mudar o nome com a entrada no Noviciado. Sob a direção de Frei Querubino Mones, concluiu o ano de Noviciado, emitiu os primeiros votos ou a chamada "profissão temporária" a 16 de abril de 1931, e viajou para o Brasil com mais 12 confrades. Em Olinda estudou dois anos de Filosofia no Convento de Nossa Senhora das Neves, o primeiro Convento Franciscano do Brasil (de 1585). Seguiu para a Bahia, onde cursou Teologia por quatro anos no Convento de São Francisco de Salvador. Na Bahia emitiu os votos perpétuos ou a chamada Profissão Solene a 16 de abril de 1934. Queria isto dizer que seria franciscano por toda a vida. No dia 06 de junho de 1936 é ordenado sacerdote em Salvador. Já no ano seguinte é transferido para Canindé, no Ceará, onde passou a exercer o cargo de Professor e Diretor de uma Escola Particular de formação humanística, com um currículo de 5 anos. Aí permaneceu pelo espaço de dois anos e meio.
Em 1940, Frei Oto foi transferido para Olinda, na qualidade de cura d´almas em Salgadinho.
Em janeiro de 1941 é transferido como Vigário Cooperador de Itajuípe, na zona do cacau, na Bahia.
Emm1942, o Brasil entrou na Segunda Grande Guerra Mundial. Desencadeou-se no Brasil grande perseguição a alemães e italianos. O Convento de Itajuípe foi invadido. Frei Oto e mais dois confrades foram maltratados e levados presos para a cadeia de Ilhéus. Os dois companheiros depois de alguns dias foram soltos, mas Frei Oto permaneceu detido por três meses.
Por natureza, era Frei Oto acostumado à luta e a dizer o que pensava. Diante das péssimas condições higiênicas da cadeia e da precaria alimentação que estavam afetando a sua saúde, certamente não deixou de reclamar. Toda a limpeza da cadeia era feita por ele. Ao tomar conhecimento da lamentável situação em que se encontrava Frei Oto na detenção, um Irmão Franciscano, Frei Sigberto Herberhold, irmão do Bispo de Ilhéus Dom Eduardo, levava-lhe os alimentos de que tanto precisava. Quando foi finalmente libertado, Frei Oto foi para Salvador, onde exerceu seu sacerdócio até 1943.
Podemos imaginar a humilhação por que passaram tantos franciscanos alemães, que trocaram a família e a pátria pelo Brasil, país que amavam de todo coração, ao serem tratados como traidores e quintas-colunas, ao verem tantas pessoas a quem se dedicaram retribuir-lhes os benefícios com injúrias e calúnias, afastando até os filhos do catecismo e das igrejas franciscanas. Isso aconteceu, por exempolo em Ipojuca e teria havido coisas piores se o Interventor Agamenon Magalhães não houvesse tomado a defesa dos frades e evitado a invasão e depredação dos conventos. Frei Oto ainda não estava em Ipojuca, mas deve ter ficado muito contente ao saber que em Nossa Senhora do Ó a população católica permaneceu ao lado dos frades.
A partir de maio de 1943, Frei Oto passou a trabalhar como Vigário-Cooperador na Paróquia Franciscana de Aracaju. Em maio de 1944 foi transferido para Penedo (AL) e em outubro já está em Ipuarana (Lagoa Seca - PB). Em Junho de 1944, já com a saúde muito abalada, trabalha em Sirinhaém.
Em março de 1945 já vamos encontrá-lo em Ipojuca. Em fins de setembro de 1946 assume a capelania de Nossa Senhora dom Ó com a qual já vinha namorando desde que chegara a Ipojuca em março de 1946. Vai permancer como tal até dezembro de 1956. Foram 10 anos de missão permanente em Nossa Senhora dso Ó. Muitos confrades estiveran a seu lado no apostolado de Nossa Senhora do Ó, especialmente o seu primeiron Guardião em ipojuca Frei Eusébio que lhe prestava incondicional apoio.
Dez anos de pastoreio muito fecundo, cujos frutos ainda hoje permanecem.
No dia 15 de fevereiro de 1954, voltando de N. Senhora do Ó para Ipojuca, sofreu um acidente com a motocicleta que dirigia. Na derrapada, fraturou, do lado esquerdo, a clavícula e uma costela. Não foi a médico nem a hospítal. Ele mesmo nos conta, no Livro de Crônica (pg. 254) que não precisou de intervenção cirúgica. Apos oito dias se considerou bom. Tratou-se certamente com remédios caseiros. Quando se julgou curado, precisou de fazer uma consulta médica no Recife. Ele mesmo escreve que escara de um acidente fatal, e caíra noutro fatal: estava diabéico, com 03, 87 gr. de açúcar no sangue! Desde então, todos os dias se medicava, tomando a quantidade de insulina prescrita pelo médico.
De Ipojuca , foi em 1957 para Canindé e depois para Fortaleza. Já planejava construir uma igreja em Paramoti. Vai de férias na Alemanha em abril de 1958. Regressa a Fortaleza. Sofre mais um acidente de motocicleta que lhe causou um ferimento na cabeça. Em março de 1959 já o vemos em Campo Formoso no Sertão da Bahia trabalhando ao lado de Frei Lino seu antigo Guardião e Vigário em Ipojuca e que lhe dera muito apoio no apostolado em Nossa Senhora dom Ó. Em Campo Formoso exerce as mais diversas atividades: confessor de freiras, Diretor Espiritual do Seminário, professor de Latim num estabelecimento particular destinado à formação de futuras professoras.
A 6 de junho de 1961 celebrou o Jubileu de Prata de Ordenação Sacerdotal.
Em junho de 1964, foin transferido para a terra natal. Em Mettingen, Alemanha, precisava-se dele como professor no Intituto Franciscano que havia sido fundadado para as Vocações ditas tardias, isto é, para a formação de adultos que desejassem ingressar na Ordem Franciscana. Ensinava particularmente Latim e Música. Mas não se descuidava dos trabalhos pastorais, dando assistência no Hospital , Pregando a Palavra de Deus, sendo confessor de freiras. E ainda encontrava tempo para arranjar "um dinhierinho" para igrejas, escolas e instituioções do Nordeste Brasileiro. Nossa Senhora do Ó não lhe saía do coração.
A 2 de 0utubro de 1972, o seu estado de saúde se agravou. Foi transferido para o Convento de Bardel, onde tinha começado a sua vida franciscana. Permaneceu aí apenas por alguns dias. Foi levado para uma Casa de Saúde perto de Muenster (Vestfália), onde não lhe faltavam visitas dos confrades e amigos de Mettingen e de Bardel.
No dia 28 de agosto de 1973, faleceu em paz, depois de receber os sacramentos das mãos do Padre Guardião de Bardel. O enterro se realizou em Bardel, a 29 de agosto, na presença dos parentes, confrades de Bardel, de Mettingen e do Brasil que estavam de férias na Alemanha.
A missa de corpo presente foi concelebrada por 14 confrades sacerdotes.