CONSPECTO HISTÓRICO
1. OS PRIMEIROS MISSIONÁRIOS DO BRASIL - Foram os franciscanos os primeiros evangelizadores do Brasil. Já em 1500, o franciscano Frei Henrique de Coimbra celebrou a primeira missa na Terra de Santa Cruz. O Brasil só conheceu missionários franciscanos até a chegada do Primeiro Governador Geral com os primeiros jesuítas em 1549.
2. FUNDAÇÃO DA CUSTÓDIA DE SANTO ANTÔNIO – Mas só em 1584 foi criada a Custódia de Santo Antônio do Brasil, dependente da Província Franciscana do mesmo nome de Portugal. Os fundadores chegaram a Olinda a 12 de abril de 1585, chefiados por Frei Melquior de Santa Catarina. Tomaram posse, a 4 de outubro do mesmo ano, do Convento de Nossa Senhora das Neves, construído para eles pela terciária franciscana Maria da Rosa.
3. AS PRIMEIRASA ATIVIDAdES DOS FUNDADORES – Fundaram muitos conventos que ainda hoje são preciosas relíquias do passado e inúmeras Missões entre os índios. Fundaram obras sociais, escolas e davam atenção especial aos hospitais e leprosários. Pregavam também Missões populares.
4. CRIAÇÃO DA PROVÍNCIA – A 24 de agosto de 1657 o Papa Alexandre VII elevou a Custódia de Santo Antônio à categoria de Província autônoma.
5. PROVÍNCIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO - Em 1675, com a ajuda da Província de Santo Antônio, foi criada a Província da Imaculada Conceição, no Sul do Brasil.
6. DECADÊNCIA DAS ORDENS RELIGIOSAS NO BRASIL – Desde o século XVIII as Ordens Religiosas no Brasil sofriam grande repressão por parte do poder régio. Mas o golpe de morte foi o Decreto de D. Pedro II em 1845 proibindo a admissão de noviços. Com isto, os conventos foram fechando por falta de frades. Ao chegar a República, havia apenas 9 franciscanos no Brasil, 8 no Nordeste e 1 no Sul.
7. A RESTAURAÇÃO – a República separou a Igreja do Estado. Foi uma libertação. O último Ministro Provincial da Província de Santo Antônio, Frei Antônio de Lellis, fez inúmeros apelos ao Ministro Geral da Ordem Francisacana para que mandasse frades da Europa para restaurarem as Províncias Franciscanas do Brasil. A Província Franciscana da Saxônia (Alemanha) aceitou esta missão. A 27 de dezembro de 1892 chegavam à Bahia os primeiros restauradores. A 2 de março de 1893 foi decretado o início da reforma e restauração da Província Franciscana de Santo Antônio. Foram muitas expedições de frades jovens e velhos que vieram povoar os conventos abandonados. Das cinzas ia surgindo a vida com vigor.
8. A PROVÍNCIA RESTAURADA - Finalmente, a 14 de setembro de 1901, o Governo Geral da Ordem Franciscana publicava um decreto considerando restaurada a Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil.
Foram surgindo novos conventos. A prioridade era promover as vocações nacionais. Para isto foram fundados o Colégio Seráfico de Ipuarana (Lagoa Seca / PB) em 1940, além de Escolas Apostólicas ou Preparatórias .
Também na Alemanha foi fundado o Colégio de Bardel (1921) e a Residência de Mettingen (1960), para mandarem vocações européias para o Brasil.
O Concílio Vaticano II promoveu ma grande reforma na Igreja. A Província Franciscana de Santo Antônio achou por bem fechar o Seminário e as Escolas Apostólolicas, renovando a sua pastoral vocacional.
Temos hoje, em cada Estado do Nordeste as equipes vocacionais, empenhadas em envolver na promoção vocacional todas as Paróquias confiadas aos Franciscanos.
Uma grande esperança de que a comemoração dos 800 Anos do Carisma Franciscano impulsione mais ainda a promoção vocacional, não somente em termos de aumento numérico, mas sobretudo em termos de qualidade.
B) O BRASIL NASCEU FRANCISCANO
1- A INVASÃO PORTUGUESA - Corria o ano de 1500. A 9 de março, Lisboa em festa, assistía à misssa solene celebrada no mosteiro de Belém pedindo as bênçãos do Céu para a armada, constituída de 13 caravelas, - que, naquele dia, partia do Tejo para as Índias, como se dizia, a mando de Dom Manuel, o Venturoso, comandada pelo Almirante Pedro Álvares Cabral.
A 22 de abril armada portuguesa avistava a Serra dos Aimorés a que Cabral chamou de Monte Pascal. A 22 de abril ancoraram na enseada a que deram o nome de Porto Seguro, na atual Baía Cabrália ou Santa Cruz. Tinham ares de quem já sabia o que queria e veio para ficar. A 26 de abril, primeiro Domingo da Páscoa, Frei Henrique celebrava, em ação de graças, a primeira missa no ilhéu da Coroa Vermelha, onde Cabral fincara um pendão, marco de posse do do Reino de Portugal. E a 1 de maio, a segunda missa, esta em terra firme, às margens do Itacumirim, ao pé de uma grande cruz, sinal da religião cristã professada pelos conquistadores.
A 1º de maio, Frei Henrique de Coimbra (futuro Bispo de Ceuta) celebrou a primeira missa no continente, acompanhado de sete missionários franciscanos e de alguns padres seculares, na presença de mais de 1500 pessoas, entre tripulantes e criminosos degredados e de inúmeros selvagens da tribo dos tupiniquins, ataídos pelos presentes que lhes ofertaram e pela curiosidade de coisas nunca vistas. É a esta missa que alude o célebre quadro de Victor Meireles, conservado na Escola de Belas Artes do Rio, erroneamente chamado de “Primeira Missa mno Brasil”.
A nova terra foi batizada com o nome de “!Ilha da Vera Cruz”, depois passou a ser “Terra da Santa Cruz” e, a partir de 1510, ficou como “Brasil” até os dias de hoje.
O escrivão da armada, Pero Vás de Caminha, enviou carta ao Rei relatando pormenorizadamente todo todos os feitos do empreendimento. Sua carta ficou na história como um batistério do Brasil.
Frei Henrique teria de bom grado deixado alguns de seus irmãos frades na nova terrsa, para começarem de imediato o trabalho de evangelização. Mas Cabral não o permitiu. A ordem era de prosseguir viagem patra as Índias. A 2 de maio a armada seguia para o Cabo da Boa Esperança. Aqui ficaram dois degredados para aprenderem a língua e os costumes dos nativos e servirem de intérpretes ao missionários aos primeiros missionários e colonizadores.
2 – OS PRIMEIROS FRANCISCANOS NO BRASIL
Escreve Anchieta: “ Os primeiros religiosos que vieram ao Brasil, foram da Ordem de São Francisco, os quais aportaram a Porto Seguro, não muito depois da povoação daquela capitania e fizeram sua habitação com zelo da conversão do gentio... [...] Nunca mais vieran cá religiosos, até que veio a Companhia.” [1]Não sabia Anchieta que os filhos de São Francisco foram os únicos missionários do Brasil por quase meio século, até à chegada dos Padres da Companhia de Jesus com Martim Afonso de Sousa, o Primeiro Governador Geral em 1549. Quase meio século depois, o Pe. Manuel da Nóbrega relata ao Pe. Simão Rodrigues (1550) que ouvi de alguns tupiniquin evangelizados e batizados o relato de que tinham sido evangelizados e batizados por alguns franciscanos mandados por Dom Manuel, os quais frades foram mortos por causa dos maus exemplos dos próprioa cristãos da comunidade. Trata-se, sem dúvida, dos proto-mártires do Brasil: dois franciscanos portugueses que, com ajuda dos índios, logo construíram uma casa e uma capela dedicada a S. Francisco de Assis, mas viram logo seus esforços baldados pelos maus exemplos dos “civilizados”, os quais atraíram sobre os missionários e a população da aldeia a ira dos índios. Os missionários foram trucidados quando rezavam diante de um crucifixo.Isto é atestado pelas fontes franciscanas (documentos colecionados por Frei Apolinário da Conceição e Frei Fernando da Soledade). Isto se deu a 19 de junho de 1505. [2]
Dez anos mais tarde (1515) dois outros franciscanos italianos chegaram a Porto Seguro onde restauraram a capela de São Francisco. Pe. Nóbrega registra o admirável trabalho de evangelização destes frades anônimos, elogiando-lhes as virtude e ardor apostólico. Narra que um deles, desejoso de sofrer pela causa de Cristo e levar a outros índios o Evangelho, morreu afogado ao tentar atravessar um rio, que, por isso, ficou sendo chamado Rio do Frade. Relatam os autores antigos que, passada a enchente do rio, o corpo do religioso foi encontrado de joelhos, com as mãos elevadas ao céu. Sepultaram-no na capela de São Francisco. O outro companheiro voltou à Itália. O historiador Frei Manuel da Ilha escreve que os dois trabalharam por muito tempo em Porto Seguro. Nem ele, nem Nóbrega guardaram o ano afogamento.
Após este pioneirismo franciscano, “também na Vila Velha de Diogo Álvares Correia, o Caramuru, Frei Diogo de Borba, na expedição de Martim Afonso de Sousa, exerceu uma atividade missionária ocasional, por volta do ano de 1534. E assim igualmente em Santa Catarina, na região de Laguna, embora em terras que pertenciam à espanha, pelo Tratado de Tordesilhas,m os Franciscanos epanhóis executara um trabalho missionário mais vasto , entre os índios carijó, a -partir de 1538.” [3] Frei Diogo de Borba chefiava quatro franciscanos na expedição às Índias Orientais que Martim Afonso de Sousa comandava, por ordens de Dom João III, e que, desviada pelos ventos, aportou à Bahia (à semelhança do que, segundo a tradição, teria acontecido com a esquadra de Cabral!), trazendo aquele navegador pela segunda vez ao Brasil. Foram surpreendentes os frutos espirituais colhidos aí por estes franciscanos entre os colonos e os tupinambá, conhecidos por sua ferocidade, graças a mediação de Diogo Álvares de Correia (Caramuru) que havia construído em ação de graças pela sua salvação, uma capela em honra de Nossa Senhora das Graças. [4]
Já em Santa Catarina, se tratava de franciscanos espanhóis que se dirigiam, em 1538, à Missão do Rio da Prata, mandados pelo Ministro Geral da Ordem Vicente Lunello de Balbastro (1535 – 1541). Eram eles Frei Bernardo de Armesta, da Província Bética, com quatro companheiros. Chegados que foram à foz do rio da Prata, sofreram terrível tempestade que os arrastou até o Porto de Dom Rodrigo, a atual São Francisco, pertencente então à Capitania de São Vicente, hoje ao Estado de Santa Catarina. Esta missão mereceu, em 1549 (primeiro ano de sua estadia no Brasil), grandes elogias do Pe. Nóbrega, o qual aponta como um dos frutos do trabalho daqueles franciscanos entre os guianaz e carijó a existência “de casas de recolhimento para mulheres como de freiras e outras de homens como de frades.” [5]
Vale lembrar que os missionários espanhóis receberam grande apoio de São Francisco Solano que, transferido para o Paraguai, esteve em territórios de missões franciscanas então pertencentes à Espanha e hoje ao Brasil.
Concluamos esta parte com Fr. Hugo Fragoso:
“A presença missionária franciscana em Porto Seguro, como em outras partes do Brasil. Até o ano de 1584, foi uma presença esporádica, não organizada num projeto missionário. Até o ano de 1549, quando chegaram os jesuítas à Bahia, foram os franciscanos, os únicos missionários em terras brasileiras.” [6]
A partir de 1549 “é que, juntamente com o projeto colonizador que criou o Governo geral, se elaborou também um projeto missionário, o qual o Rei de Portugal confiou aos Jesuítas. E lhes reservou a exclusividade missionária no Brasil, a qual irá vigorar até o Domínio espanhol, em 1580. Foi então que, com a ampliação das fronteiras, da colonização, ampliou-se também a 'front' missionária. E foram mobilizados, para a execução desse novo plano, os Beneditinos, os Carmelitas e os Franciscanos.” [7]
[1] Cf. ROMAG, Frei Dagoberto -, ofm, História dos Franciscanos no Brasil, Tip. João Haupt & CIA, Curitiba, 1940, 7.
[2] Cf. ROMAG, Frei Dagoberto -, ofm, História dos Franciscanos no Brasil, Tip. João Haupt & CIA, Curitiba, 1940, p. 8.
[3] FRAGOSO, Frei Hugo -, OFM, op. Cit. p. 19
[4] Cf. ROMAG, Frei Dagoberto -, ofm, op. Cit. p. 11..
[5] ROMAG, Frei Dagoberto -, ofm, op. Cit. p. 11.
[6] FRAGOSO, Frei Hugo -, OFM, op. Cit. p. 19..
[7] FRAGOSO, Frei Hugo -, OFM, op. Cit. p. 19-20.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
SÃO JOÃO EM IPOJUCA

SÃO JOÃO, ÓLEO SOBRE TELA
Hoje é dia de São João.
Olhando pela janela,
Lembro o óleo sobre tela
Do “São João em Ipojuca”
De Frei Tarcísio, tão lindo!
Tempo ido... tempo vindo...
As sandálias franciscanas
Se gastaram, foram embora.
Mas a saudade inda mora
Nas ladeiras seculares.
E no óleo sobre tela,
O Zé Cláudio que o diga,
Para os meus e teus olhares
O tempo veio e parou.
Se hoje canto esta cantiga,
É que o óleo sobre tela
O Zé Claudio preservou.
Ipojuca, 24 de junho de 2009.
Frei José Milton, O. F. M.
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
ESCRAVOS DE IPOJUCA I
OS ESCRAVOS NA FREGUESIA DE IPOJUCA / PE– Encontra-se, no arquivo do Convento de Ipojuca, a capa de um antigo livro paroquial que assim se intitula: “24 – A, Freguezia de São Miguel de ipojuca Livro de Assentos dos filhos de mulher escrava, nascidos da dacta da Lei de 28 de Setembro, Anno 1881 – N.º 2 (1881-1887).
Onde estará o Livro? Provavelmente no Arquivo Paroquial.
O que é certo é que Ipojuca era um dos Municípios com maior número de escravos em Pernambuco.
Documentos holandeses se referem à falta de escravos durante a Guerra, pois muitos morreram, muitos fugiram. Os judeus se aproveitavam da situação de carência para traficar escravos por somas fabulosas, inflacionando o mercado. Vejamos:
No Documento 4 (Texto), de dezembro de1641 a24 de janeiro de 1642:
- A 17n de janeiro de 1642, em Santo Antônio do Cabo:
- “Com João Paes Cabral falei da mesma maneira que com os antecedentes; disse que nesta safra nada podia pagar pois que lhe tinham morrido negros avaliados em mais de 18.000 florins, pelo que não podia moer. Prometeu, depois de ser exortado, cumprir o seu compromisso.” [1]
- A 18 do mesmo (mês de janeiro de 1642, em Ipojuca, depois de visitar o Convento de Santo Antônio:
- “Ali, como em outros lugares, ouvi gerais queixas dos senhores de engenho, sobre a falta de negros, -por ter morrido grande número deles, de tal modo que todos os engenhos dificilmente poderão começar ou continuar a trabalhar. A maior parte dos senhores de engenho queixa-se de que os negros que aqui desembarcaram são comprados em leilões pelos judeus do Recife, aos quais, se quiserem comprá-los, têm de oferecer altos preços, o que não lhes é possível fazer. Dizem, ainda, que os Judeus, sabendo que os senhores de engenho têm necessidade deles, valorizam-nos tanto que lhes parece melhor não fazer trabalhar os engenhos do que adquiri-los a tão altos preços. Comprometeram-se a fazer uma exposição desses fatos para que pudessem ser tomadas providências a respeito.” [2]
É bom ter em mente que muitos negros fugiram para os Palmares, onde fundaram sua República.
[1] Apud, Mello, José Antônio Gonçalves de, Administração da Conquista, II, Companhia Editora de Pernambuco – CEPE – Recife, 2004, pg. 150.
[2] Apud, Mello, José Antônio Gonçalves de, Administração da Conquista, II, Companhia Editora de Pernambuco – CEPE – Recife, 2004, pg. 152.
Onde estará o Livro? Provavelmente no Arquivo Paroquial.
O que é certo é que Ipojuca era um dos Municípios com maior número de escravos em Pernambuco.
Documentos holandeses se referem à falta de escravos durante a Guerra, pois muitos morreram, muitos fugiram. Os judeus se aproveitavam da situação de carência para traficar escravos por somas fabulosas, inflacionando o mercado. Vejamos:
No Documento 4 (Texto), de dezembro de1641 a24 de janeiro de 1642:
- A 17n de janeiro de 1642, em Santo Antônio do Cabo:
- “Com João Paes Cabral falei da mesma maneira que com os antecedentes; disse que nesta safra nada podia pagar pois que lhe tinham morrido negros avaliados em mais de 18.000 florins, pelo que não podia moer. Prometeu, depois de ser exortado, cumprir o seu compromisso.” [1]
- A 18 do mesmo (mês de janeiro de 1642, em Ipojuca, depois de visitar o Convento de Santo Antônio:
- “Ali, como em outros lugares, ouvi gerais queixas dos senhores de engenho, sobre a falta de negros, -por ter morrido grande número deles, de tal modo que todos os engenhos dificilmente poderão começar ou continuar a trabalhar. A maior parte dos senhores de engenho queixa-se de que os negros que aqui desembarcaram são comprados em leilões pelos judeus do Recife, aos quais, se quiserem comprá-los, têm de oferecer altos preços, o que não lhes é possível fazer. Dizem, ainda, que os Judeus, sabendo que os senhores de engenho têm necessidade deles, valorizam-nos tanto que lhes parece melhor não fazer trabalhar os engenhos do que adquiri-los a tão altos preços. Comprometeram-se a fazer uma exposição desses fatos para que pudessem ser tomadas providências a respeito.” [2]
É bom ter em mente que muitos negros fugiram para os Palmares, onde fundaram sua República.
[1] Apud, Mello, José Antônio Gonçalves de, Administração da Conquista, II, Companhia Editora de Pernambuco – CEPE – Recife, 2004, pg. 150.
[2] Apud, Mello, José Antônio Gonçalves de, Administração da Conquista, II, Companhia Editora de Pernambuco – CEPE – Recife, 2004, pg. 152.
sábado, 13 de junho de 2009
PARÓQUIA DE S. MIGUEL DE IPOJUCA
AS CAPELAS
Sebastião Galvão enumera as seguintes capelas ou templos da Freguesia de Ipojuca:
De Santo Antônio, do Convento Franciscano do mesmo nome (e não de São Francisco como o chama Sebastião Galvão; hoje, Santuário do Senhor Santo Cristo), de Nossa Senhora da Conceição de Camela ( engano; deveria ter dito “de Santo Antônio de Camela); do Senhor Bom Jesus, no Cemitério de Ipojuca; do Senhor do Bonfim, no Engenho Salgado [hoje: Nossa Senhora de Nazaré e São João Batista); de Nossa Senhora das Mercês, no Engenho Mercês; de Nossa Senhora da Penha, no Engenho Maranhão; de Nossa Senhora da Conceição, no Engenho Genipapo; de São Tomé, no Engenho Pindoba; de Nossa Senhora da Conceição, nos Engenhos Caeté, Utinga de Baixo, Sibiró de Santa Cruz, do Cavalcante e Fernandes; dos Santos Cosme e Damião, no Engenho Tapera; de Santo Antônio, no Engenho Caetés; de Jesus, Maria, José, no Engenho Saco; de Nossa Senhora da Coceição, nos Engenhos Água Fria, Penderama e Cachoeira; da Piedade, no Engenho Bom Fim; de Nossa Senhora do Desterro, no Engenho Matas do Ipojuca; de Nossa Senhora do Rosário, no Engenho do Meio; de Nossa Senhora da Ajuda, no Engenho Utinga; de Sant´Ana nos Engenhos Arendepe e Arimbu; de Nossa Senhora da Guia, no Engenho Boassica; de Nossa Senhora da Estrela, no Engenho Ilha do Álvaro; de São José, “do pequeno povoado de Gaipió”; de Sant´Ana, de Serrambi; de Nossa Senhora de Maracaípe (hoje, de São Francisco, em ruínas); Nossa Senhora do Outeiro, no Porto de Galinhas.
Na sede hoje contamos com a Capela de São Francisco e, brevemente, com a de Santa Clara no Campo do Avião.
Na década de 1980 temos a lista abaixo das Capelas confiadas aos franciscanos:
IGREJAS E CAPELAS SOB OS CUIDADOS DOS FRANCISCANOS
O 1º Livro de Crônica do Convento de Ipojuca apresenta uma lista das igrejas e capelas aos cuidados dos frades:
Matriz de São Miguel: (e Na. Sra. do Livramento)
Santuário do Santo Cristo: (Santo Antônio)
Igreja de . Sra. do Ó: (ou da Expectação)
Capela Sra. dos Oiteiros: (Na. Sra. da Conceição)
Capela da Usina Salgado: (N. Sra. de Nazaré e S. João) :

Capela da Usina Ipojuca: (N. Sra. da Conceição)
Capela de Camela (S. Antônio)
Capela do Engenho Maranhão: (Na. Sra. da Penha)
Engenho Pará: (Na. Sra. das Vitórias)
Engenho Gaipió: (São José)
Engenho Belém: (Na. Sra. da Conceição)
Engenho Bonfim: (Nosso Senhor do Bonfim)
Capela do Engenho Pindoba: (São Tomé)
Engenho Fernandes: (Na. Sra., da Conceição)
Engenho Sibirozinho: (Sagrada Família)
Engenho Cachoeira: (Na. Sra. da Conceição)
Capela do Engenho Água Fria: (Na. Sra. da Conceição)
Engenho Arimbi: (Sant’Ana)
Capela do Engenho Tapera: (Cosme e Damião)
Capela do Engenho Penderama: (N. Sra. da Conceição)
Capela do Engenho Ilha das Mercês: (Sra. das Mercês)
Capela da Praia do Cupe: (São Sebastião)
Capela da Praia de Maracahype: (S. Francisco de Assis)
Capela do Cemitério de Na. Sra. do Ó:
Capela do Engenho Jundiá: (Escada)
Engenho Esmeralda (Escada)
Falta a esta lista a Capela de Santa Luzia do Engenho Tabatinga e aCapela de Nossa Senhoras do Desterro de Porto de Galinhas.

A Capela de Santa Luzia é célebre pelo martírio de seu Capelão por obra dos holandeses e por ser um dos focos da reação libertária, tendo à frente seu proprietário Amador Araújo:
A PARÓQUIA DE S. MIGUEL DE IPOJUCA
ANTIGUIDADE DA PARÓQUIA
Ipojuca é uma das mais antigas freguesias da Capitania de Pernambuco. [1] Documentadamente, consta sua existência em 1589. “... a 24 de janeiro de 1594 já era falecido o vigário Gaspar Neto”[2] , o primeiro vigário da Paróquia de que temos conhecimento.
“Em um auto [Denunciações de Pernambuco, do Santo Ofício] de 09 de janeiro de 1594, lê-se: freguesia de São Miguel, em Pojuca além do Cabo cuja anexa é a capela de St.ª Luzia na Fazenda de Pero Dias da Fonseca, ou seja, o engenho Tabatinga.” [3]
O Padre Paulo Roiz de Távora, em documento de 08 de fevereiro de 1594, consta como vigário de São Miguel de Ipojuca ou Pojuca (o segundo), a qual tinha anexa a capela filial de Santa Luzia de Tabatinga, com um capelão, o Padre Cosme Neto, nela residente. [4]
“A paróquia de Ipojuca estendia-se pelo menos de Tabatinga e da aldeia de N. S.ª da Escada até a aldeia de Uma (limites de Alagoas) , esta, também chamada de S. Miguel de Iguna. A aldeia deN. S.ª da Escada foi fundada logo depois de 1589, pelos padres jesuítas, enquanto a aldeia de Uma, já em fins de 1593, era curada pelos franciscanos.” [5] A povoação de Ipojuca, sede da Paróquia ou Freguesia de São Miguel, era, de há muito, familiar aos franciscanos, pois estava no seu itinerário das Missões.
E Frei Venâncio adianta: “... nada impede que mais ou menos pelos anos de 1580 tenha sido criada a paróquia de São Miguel de Ipojuca.” [6]
Com base nesse informe, a Paróquia comemorou em 1980 o seu 4º Centenário, como veremos adiante.
PADROEIRO – É o Arcanjo São Miguel, celebrado a 29 de setembro, juntamente com os Arcanjos Gabriel e Rafael. São os três Arcanjos cujos nomes significam:
-Miguel, “quem como Deus?”;
-Gabriel, “força de Deus“ ou “aquele que está diante de Deus” ;
-Rafael, “Deus cura” ou “medicina de Deus”.
O Arcanjo São Miguel foi constituído por Deus como “guarda e protetor da nação israelita, como se lê no profeta Daniel: Surgirá Miguel, o grande Príncipe, que guardará o teu povo (Dan 10, 13-21 E 12,1).
É, portanto, “o Anjo da Guarda do Povo, é o chefe do exército celeste, que combate ao seu lado até à vitória definitiva”, como diz Frei Carlos Alberto Breis (Beto) na apresentação do programa da festa de 2004.
A Festa deste ano de 2006, preparada pelo Vigário Frei Wellington Reis e sua equipe, teve como tema: Com a proteção de São Miguel, levanta-te e vem para o meio!
O tema retoma o espírito da Campanha da fraternidade / 2006: é um convite a nos colocar ao lado dos pequenos e marginalizados, especialmente ao lado das pessoas especiais.
Frei Wellington Reis, OFM, é o atual vigário da paróquia de São Miguel. Os demais frades da Comunidade Franciscana de Ipojuca são os seus colaboradores mais próximos na evangelização do nosso povo,
O tema de 2007: São Miguel, ajuda-nos a defender a vida.
“O tema da festa deste anos (2007), sugerido em Assembléia Pastoral, traz consigo uma sintonia com o tema e lema da Campanha da Fraternidade deste ano: Vida e Missão neste chão. Defender a Vida, duas palavras fundamentais do tema (da Festa ) deste ano sintonizam-se também com a mensagem bíblica da figura do Arcanjo Miguel.” [7]
A Matriz de São Miguel – a primitiva Matriz, segundo Ivo d´Almeida, historiador ipojucano, em seu livro inédito DE UMA LENDA À VERDADE, foi destruída por um incêndio em 1814 e parcialmente reconstruída em 1857 (pg. 23). Depois ruiu totalmente. Ficava na parte mais alta da cidade, onde hoje se encontra o cemitério.
A partir de então, a Matriz passou a funcionar na igreja de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos (provavelmente dos “escravos libertos”), para onde foi levada a antiga imagem de São Miguel. É um pouco mais acima do Convento, entre este e a primitiva Matriz.
Havia ainda a igreja do Rosário, provavelmente “dos homens pretos” , uma vez que, conforme o costume do tempo, próximo à igreja do Livramento, se erguia a do Rosário dos escravos. Ficava “no mesmo lado da igreja do Livramento, no local logo mais acima onde hoje está localizada a COMPESA. Sua principal festa era a de São Benedito. Essa igreja desmoronou há muito tempo, bem antes da Matriz de São Miguel se incendiar em 1814. Da construção ficou apenas o cruzeiro que passou a servir de local para orações dos [pretos] devotos de São Benedito... e com o tempo passou a ser utilizado por todas as pessoas que não queriam ou não podiam ir ao cemitério mas queriam reverencias os mortos com orações, velas acesas e flores em finados” [8]. Não sabemos de quando é a igreja do Livramento. Segundo Ivo d´Almeida é muito antiga, pois em 1814 passou a servir de Matriz.
Muitos atos religiosos são celebrados na igreja de Santo Antônio, do Convento do mesmo nome, conhecida também como igreja do Senhor Santo Cristo, por abrigar a milagrosa imagem do Crucificado que aí é venerada desde 04 de novembro de 1663.
Uma igreja de S. Roque? - Segundo uma tradição de ipojuca, endossada por Ivo d`Almeida, havia mais uma igreja: a S. Roque, incendiada por volta de 1800; dela nada teria restado, pois “suas pedras foram levadas para o Convento pela população quando da reconstrução da igreja após o incêndio de 1935, e hoje estão incorporadas às paredes do Convento de Santo Antônio de Ipojuca.” [9]
Frei Venâncio Willeke desconhece a existência dessa igreja e cita Frei Jaboatão, segundo o qual havia no Convento os Terciários, dos quais o primeiro Comissário foi nomeado na Congregação de 16 de junho de 1703, que tinham por titular o Glorioso S. Roque, cuja imagem se achava no altar do Senhor Santo Cristo (na Capela lateral do Bom Jesus), sem que lhe construíssem capela própria (“sem até agora fazerem capela”)[10]. Não havia Ordem Terceira em Ipojuca antes daquela nomeação. Quando Frei Jaboatão se refere a Francisco Dias Delgado como “ nossos irmãos da confraternidade”, “não significa ter este pertencido à Ordem Terceira, mas ao número dos benfeitores filiados à Ordem Primeira.” [11]
Não se sabe de onde veio a tradição de uma igreja de São Roque em Ipojuca, quando Frei Jaboatão, em meados do século XVIII, já dizia que os devotos de São Roque tinham uma imagem (que hoje se encontra na igreja do Convento), mas que nunca lhe construíram uma capela.
No entanto, não deixa de merecer a atenção dos historiadores a possibiliade de uma igreja de São Roque, pois a memória do povo geralmente tem algum fundamento na realidade. Do lado direito do cemitério de Ipojuca ateria havido um nicho de S. Roque e o bairro tem o seu nome. Este autor visitou aquela área neste mês de outubro de 2007. Conversando com os moradores mais antigos, constatou não existir nenhuma tradição sobre uma capela ou nicho de São Roque naquelas redondezas. Indo pelo beco, à direita do cemitério, chega-se ao chamado Bairro de S. Roque, muito escarpado, vendo-se, mais abaixo, uma puxada em alvenaria da casa em anexo, que, segundo o dono, era onde os paroquianos, anos atrás, pensavam em construir uma Capela em honra de S. Roque. Não sabiam dizer também porque o bairro se chamava de S. Roque.
[1] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 12.
[2] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, obra citada, p. 13..
[3] Id. ibd. p. 13.
[4] Id. Ibd. p. 13.
[5] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 13 (cfr. também p. 84, nota 17 ao Cap. IV.
[5] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 13 (cfr. também p. 84, nota 17 ao Cap. IV.
[6] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 12.
[7] Programa da Festa de São Miguel de 2007.
[8] Cfr. D´ALMEIDA, Ivo -, DE UMA LENDA À VERDADE, Copyright 2005, pp. 23 a .24.
[9] D´ALMEIDA, Ivo -, DE UMA LENDA À VERDADE, Copyright 2005, p .24.
[10] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, pp. 42 a 43.
[11] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 42.
Ipojuca é uma das mais antigas freguesias da Capitania de Pernambuco. [1] Documentadamente, consta sua existência em 1589. “... a 24 de janeiro de 1594 já era falecido o vigário Gaspar Neto”[2] , o primeiro vigário da Paróquia de que temos conhecimento.
“Em um auto [Denunciações de Pernambuco, do Santo Ofício] de 09 de janeiro de 1594, lê-se: freguesia de São Miguel, em Pojuca além do Cabo cuja anexa é a capela de St.ª Luzia na Fazenda de Pero Dias da Fonseca, ou seja, o engenho Tabatinga.” [3]
O Padre Paulo Roiz de Távora, em documento de 08 de fevereiro de 1594, consta como vigário de São Miguel de Ipojuca ou Pojuca (o segundo), a qual tinha anexa a capela filial de Santa Luzia de Tabatinga, com um capelão, o Padre Cosme Neto, nela residente. [4]
“A paróquia de Ipojuca estendia-se pelo menos de Tabatinga e da aldeia de N. S.ª da Escada até a aldeia de Uma (limites de Alagoas) , esta, também chamada de S. Miguel de Iguna. A aldeia deN. S.ª da Escada foi fundada logo depois de 1589, pelos padres jesuítas, enquanto a aldeia de Uma, já em fins de 1593, era curada pelos franciscanos.” [5] A povoação de Ipojuca, sede da Paróquia ou Freguesia de São Miguel, era, de há muito, familiar aos franciscanos, pois estava no seu itinerário das Missões.
E Frei Venâncio adianta: “... nada impede que mais ou menos pelos anos de 1580 tenha sido criada a paróquia de São Miguel de Ipojuca.” [6]
Com base nesse informe, a Paróquia comemorou em 1980 o seu 4º Centenário, como veremos adiante.
PADROEIRO – É o Arcanjo São Miguel, celebrado a 29 de setembro, juntamente com os Arcanjos Gabriel e Rafael. São os três Arcanjos cujos nomes significam:
-Miguel, “quem como Deus?”;
-Gabriel, “força de Deus“ ou “aquele que está diante de Deus” ;
-Rafael, “Deus cura” ou “medicina de Deus”.
O Arcanjo São Miguel foi constituído por Deus como “guarda e protetor da nação israelita, como se lê no profeta Daniel: Surgirá Miguel, o grande Príncipe, que guardará o teu povo (Dan 10, 13-21 E 12,1).
É, portanto, “o Anjo da Guarda do Povo, é o chefe do exército celeste, que combate ao seu lado até à vitória definitiva”, como diz Frei Carlos Alberto Breis (Beto) na apresentação do programa da festa de 2004.
A Festa deste ano de 2006, preparada pelo Vigário Frei Wellington Reis e sua equipe, teve como tema: Com a proteção de São Miguel, levanta-te e vem para o meio!
O tema retoma o espírito da Campanha da fraternidade / 2006: é um convite a nos colocar ao lado dos pequenos e marginalizados, especialmente ao lado das pessoas especiais.
Frei Wellington Reis, OFM, é o atual vigário da paróquia de São Miguel. Os demais frades da Comunidade Franciscana de Ipojuca são os seus colaboradores mais próximos na evangelização do nosso povo,
O tema de 2007: São Miguel, ajuda-nos a defender a vida.
“O tema da festa deste anos (2007), sugerido em Assembléia Pastoral, traz consigo uma sintonia com o tema e lema da Campanha da Fraternidade deste ano: Vida e Missão neste chão. Defender a Vida, duas palavras fundamentais do tema (da Festa ) deste ano sintonizam-se também com a mensagem bíblica da figura do Arcanjo Miguel.” [7]
A Matriz de São Miguel – a primitiva Matriz, segundo Ivo d´Almeida, historiador ipojucano, em seu livro inédito DE UMA LENDA À VERDADE, foi destruída por um incêndio em 1814 e parcialmente reconstruída em 1857 (pg. 23). Depois ruiu totalmente. Ficava na parte mais alta da cidade, onde hoje se encontra o cemitério.
A partir de então, a Matriz passou a funcionar na igreja de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos (provavelmente dos “escravos libertos”), para onde foi levada a antiga imagem de São Miguel. É um pouco mais acima do Convento, entre este e a primitiva Matriz.
Havia ainda a igreja do Rosário, provavelmente “dos homens pretos” , uma vez que, conforme o costume do tempo, próximo à igreja do Livramento, se erguia a do Rosário dos escravos. Ficava “no mesmo lado da igreja do Livramento, no local logo mais acima onde hoje está localizada a COMPESA. Sua principal festa era a de São Benedito. Essa igreja desmoronou há muito tempo, bem antes da Matriz de São Miguel se incendiar em 1814. Da construção ficou apenas o cruzeiro que passou a servir de local para orações dos [pretos] devotos de São Benedito... e com o tempo passou a ser utilizado por todas as pessoas que não queriam ou não podiam ir ao cemitério mas queriam reverencias os mortos com orações, velas acesas e flores em finados” [8]. Não sabemos de quando é a igreja do Livramento. Segundo Ivo d´Almeida é muito antiga, pois em 1814 passou a servir de Matriz.
Muitos atos religiosos são celebrados na igreja de Santo Antônio, do Convento do mesmo nome, conhecida também como igreja do Senhor Santo Cristo, por abrigar a milagrosa imagem do Crucificado que aí é venerada desde 04 de novembro de 1663.
Uma igreja de S. Roque? - Segundo uma tradição de ipojuca, endossada por Ivo d`Almeida, havia mais uma igreja: a S. Roque, incendiada por volta de 1800; dela nada teria restado, pois “suas pedras foram levadas para o Convento pela população quando da reconstrução da igreja após o incêndio de 1935, e hoje estão incorporadas às paredes do Convento de Santo Antônio de Ipojuca.” [9]
Frei Venâncio Willeke desconhece a existência dessa igreja e cita Frei Jaboatão, segundo o qual havia no Convento os Terciários, dos quais o primeiro Comissário foi nomeado na Congregação de 16 de junho de 1703, que tinham por titular o Glorioso S. Roque, cuja imagem se achava no altar do Senhor Santo Cristo (na Capela lateral do Bom Jesus), sem que lhe construíssem capela própria (“sem até agora fazerem capela”)[10]. Não havia Ordem Terceira em Ipojuca antes daquela nomeação. Quando Frei Jaboatão se refere a Francisco Dias Delgado como “ nossos irmãos da confraternidade”, “não significa ter este pertencido à Ordem Terceira, mas ao número dos benfeitores filiados à Ordem Primeira.” [11]
Não se sabe de onde veio a tradição de uma igreja de São Roque em Ipojuca, quando Frei Jaboatão, em meados do século XVIII, já dizia que os devotos de São Roque tinham uma imagem (que hoje se encontra na igreja do Convento), mas que nunca lhe construíram uma capela.
No entanto, não deixa de merecer a atenção dos historiadores a possibiliade de uma igreja de São Roque, pois a memória do povo geralmente tem algum fundamento na realidade. Do lado direito do cemitério de Ipojuca ateria havido um nicho de S. Roque e o bairro tem o seu nome. Este autor visitou aquela área neste mês de outubro de 2007. Conversando com os moradores mais antigos, constatou não existir nenhuma tradição sobre uma capela ou nicho de São Roque naquelas redondezas. Indo pelo beco, à direita do cemitério, chega-se ao chamado Bairro de S. Roque, muito escarpado, vendo-se, mais abaixo, uma puxada em alvenaria da casa em anexo, que, segundo o dono, era onde os paroquianos, anos atrás, pensavam em construir uma Capela em honra de S. Roque. Não sabiam dizer também porque o bairro se chamava de S. Roque.
[1] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 12.
[2] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, obra citada, p. 13..
[3] Id. ibd. p. 13.
[4] Id. Ibd. p. 13.
[5] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 13 (cfr. também p. 84, nota 17 ao Cap. IV.
[5] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 13 (cfr. também p. 84, nota 17 ao Cap. IV.
[6] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 12.
[7] Programa da Festa de São Miguel de 2007.
[8] Cfr. D´ALMEIDA, Ivo -, DE UMA LENDA À VERDADE, Copyright 2005, pp. 23 a .24.
[9] D´ALMEIDA, Ivo -, DE UMA LENDA À VERDADE, Copyright 2005, p .24.
[10] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, pp. 42 a 43.
[11] WILLEKE, Frei Venâncio -, OFM, Convento de Stº Cristo de Ipojuca, Separata da Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Vol. 13 – Rio de Janeiro, 1956, p. 42.
II. PARÓQUIA DE SÃO MIGUEL DE IPOJUCA
A igreja de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos é conhecida, atualmente como Matriz de S. Miguel.
Escreve Sebastião Galvão:- “IPOJUCA –– Povoação - Sede da Freguesia de São Miguel do Ipojuca, mas não é a cabeça do mun., que é a villa de Nossa Senhora do Ó, d´onde aquela dista 6 kilometros e 11 do litoral.”
Mais adiante explicaremos essa anomalia: a precariedade tos títulos de vila e de povoação, dependendo da política.
ANO DA FUNDAÇÃO
Ainda Sebastião Galvão:
“IPOJUCA – História – Em 1881 o vigario da freg. Firmino d´Araujo Figueiredo informou ao bispo D. José da Silva Barros que fora creada em 1596, mas não diz em virtude de que acto, sendo certo que em 1608 era vigário o padre Sebastião Rodrigues.” (GALVÃO, Sebastião de Vasconcellos, Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Edição fac-similar, Governo de Pernambuco, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Recife, 2006, Volume I, 2.a Edição, p. 313).
- “Povoação muito antiga; diz a tradição que foi fundada no fim do século XVI pelas famílias Cavalcanti, Rolim, Lacerda, Accioly, Moura e outras. Certo, porém, é que no princípio do século XVII já estava ereta em Freguesia, porque, já povoada, tinha merecimento para tal classificação. É notável esta povoação pela derrota que experimentaram os partidários de Domingos José Martins, em 1817. [...] Está plantada na base e encosta de uma colina; consta de 150 fogos, pouco mais ou menos; edificação irregular, Apresentando vestígios da antiguidade local. Na extremidade oriental da colina, onde finda a rua central, vê-se a antiga matriz de Ipojuca incendiada em 1814 e reconstruída em 1857, mas não acabada, , por Frei Sebastião de Messina; em um dos ângulos da rua SO está o Convento de S. Francisco, edificado em 1606 no alto do monte e em boa parte conservado, do qual foi o primeiro Guardião Frei Boaventura de São Thomaz, com um grande templo, onde, ao lado direito, há uma capelinha em que se vê a imagem do Senhor Santo Christo, tradicionalmente ali venerado pelos romeiros de diversos pontos; ao lado esquerdo da rua e ao NO, está a igreja de N. S. do Livramento que, há muitos anos, provisoriamente, tem servido de matriz; e, finalmente, no centro, e do mesmo lado, vê-se a igreja de N. S. do Rosário, desmoronada há muitos anos. Existe ahi um cemitério com 40m de frente e 50m de fundo, construído em 1869. Possue uma população de 700 almas , pouco mais ou menos.” [1]
Para compreensão do texto citado de Sebastião Galvão, é bom lembrar que a obra estava sendo escrita por volta de 1889 e foi reeditada na ortografia original, Daí entendermos porque diz o autor que Ipojuca ainda era povoação e Nossa Senhora do Ó já era Vila e sede do município Ó (realmente, o foi por pouco tempo e isto aconteceu várias vezes no século XIX, dependendo da política reinante); e porque registra o autor que a freguesia tinha, quando ele escrevia o seu Dicionário (1889), tão poucos habitantes (700 almas) e havia na povoação tão reduzido número de casas de moradia (159 fogos). Na época, Nossa Senhora do Ó já era Vila e sede do município, mas possuía apenas “umas 250 casas e, calculadamente, umas1500 almas”, com mais habitantes, portanto, que Ipojuca.[2] Escreve o Padre Manoel da Costa Honorato: “A Lei n.o 203, de 26 de julho de 1848 transferiu a sede desta freguesia para a capela filial de Nossa Senhora do Ó. A Lei n.o 225, de 30 de agosto do mesmo ano deu novos limites à freguesia. A Lei n.o 236, de 22 de maio de 1849 transferiu a sede da freguesia para a povoação do seu nome [Ipojuca], revogando a Lei n.o 303 supra. A Lei n.o 238 de 26 de maio de 1949 revogou a lei n.o 225 e de a esta freguesia os mesmos limites que dantes tinha.”[3] Quanto a “Nossa Senhora do Ó de Ipojuca” (como também era conhecida), escreve o mesmo Pe. Honorato no final do verbete dedicado àquela povoação: “Finalmente, a Lei n.o 499, de 29 de maio de 1821 elevou-a de povoação à categoria de Vila...” [4]
Vejamos o que escreve o maior conhecedor da história de Nossa Senhora do Ó: “De 1846 a 1891, durante 45 anos, a sede do Município oscilou entre São Miguel de Ipojuca e Nossa Senhora do Ó de Ipojuca. O combate final deu-se em 1891, quando as tropas da polícia de Pernambuco, aliada aos jagunços dos Senhores de Engenho, derrotam na Rua da Batalha as tropas da polícia de Nossa Senhora do Ó, comandadas pelo Sargento José Jerônimo, que eram independentes de Pernambuco e do Brasil (grifo nosso).
Naquela derrota perde-se Desde sempre e para sempre ou até quando o desejo de uma parcela ou de todo povo em pensar que era possível ao povo brasileiro viver independente do sistema econômico mundial, pelo menos naquelas circunstâncias.” [5]
Por decisão do Sr. Arcebispo de Olinda e Recife D. José Cardoso Sobrinho, foi criada, aos 26 de outubro de 2005, a Paróquia de Nossa Senhora do Ó, desmembrada da de São Miguel de Ipojuca.
- A CRIAÇÃO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO Ó
Afinal os filhos de Nossa Senhora do Ó viram realizado o sonho de terem a sua terra como sede de uma freguesia. Foi criada a 30 de outubro de 2005 a Paróquia de Nossa Senhora do Ó, desmembrada da Paróquia de São Miguel de Ipojuca. O Decreto de Ereção Canônica acha-se transcrito no Livro de Crônica do Convento de Ipojuca. [6]
Frei Francisco Robério Ferreira de Souza, OFM, Administrador Paroquial de São Miguel de Ipojuca, concelebrou na Eucaristia de instalação da paróquia de Nossa Senhora dom Ó. Quanto aos limites, patrimônio e outros assuntos relacionados com a nova Paróquia, estão relatados, nos competentes livros paroquiais.
[1] GALVÃO, Sebastião de Vasconcellos, Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Edição fac-similar, Governo de Pernambuco, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Recife, 2006, Volume I, 2.a Edição, p. 316.
[2] GALVÃO, Sebastião de Vasconcellos, Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Edição fac-similar, Governo de Pernambuco, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Recife, 2006, Volume I, 2.a Edição, p. 402.
[3] HONORATO, Manoel da Costa, Dicionário Topográfico, Estatístico e Histórico da Província de Pernambuco, Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Educação e Cultura, 2.a Edição, Recife, 1979, p. 58.
[4] HONORATO, Manoel da Costa, Dicionário Topográfico, Estatístico e Histórico da Província de Pernambuco, Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Educação e Cultura, 2.a Edição, Recife, 1979, p. 76.
[5] SOUSA LEÃO, Antônio Geraldo de, A Geografia e a História de Ipojuca: Aqui Começa, Nossa Senhora do Ó – Ipojuca, 2004, p. 33.
[6] Segundo Livro de Crônica do Convento de S. Antônio de Ipojuca, pp. 88 v. a 89 v..
A igreja de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos é conhecida, atualmente como Matriz de S. Miguel.
Escreve Sebastião Galvão:- “IPOJUCA –– Povoação - Sede da Freguesia de São Miguel do Ipojuca, mas não é a cabeça do mun., que é a villa de Nossa Senhora do Ó, d´onde aquela dista 6 kilometros e 11 do litoral.”
Mais adiante explicaremos essa anomalia: a precariedade tos títulos de vila e de povoação, dependendo da política.
ANO DA FUNDAÇÃO
Ainda Sebastião Galvão:
“IPOJUCA – História – Em 1881 o vigario da freg. Firmino d´Araujo Figueiredo informou ao bispo D. José da Silva Barros que fora creada em 1596, mas não diz em virtude de que acto, sendo certo que em 1608 era vigário o padre Sebastião Rodrigues.” (GALVÃO, Sebastião de Vasconcellos, Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Edição fac-similar, Governo de Pernambuco, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Recife, 2006, Volume I, 2.a Edição, p. 313).
- “Povoação muito antiga; diz a tradição que foi fundada no fim do século XVI pelas famílias Cavalcanti, Rolim, Lacerda, Accioly, Moura e outras. Certo, porém, é que no princípio do século XVII já estava ereta em Freguesia, porque, já povoada, tinha merecimento para tal classificação. É notável esta povoação pela derrota que experimentaram os partidários de Domingos José Martins, em 1817. [...] Está plantada na base e encosta de uma colina; consta de 150 fogos, pouco mais ou menos; edificação irregular, Apresentando vestígios da antiguidade local. Na extremidade oriental da colina, onde finda a rua central, vê-se a antiga matriz de Ipojuca incendiada em 1814 e reconstruída em 1857, mas não acabada, , por Frei Sebastião de Messina; em um dos ângulos da rua SO está o Convento de S. Francisco, edificado em 1606 no alto do monte e em boa parte conservado, do qual foi o primeiro Guardião Frei Boaventura de São Thomaz, com um grande templo, onde, ao lado direito, há uma capelinha em que se vê a imagem do Senhor Santo Christo, tradicionalmente ali venerado pelos romeiros de diversos pontos; ao lado esquerdo da rua e ao NO, está a igreja de N. S. do Livramento que, há muitos anos, provisoriamente, tem servido de matriz; e, finalmente, no centro, e do mesmo lado, vê-se a igreja de N. S. do Rosário, desmoronada há muitos anos. Existe ahi um cemitério com 40m de frente e 50m de fundo, construído em 1869. Possue uma população de 700 almas , pouco mais ou menos.” [1]
Para compreensão do texto citado de Sebastião Galvão, é bom lembrar que a obra estava sendo escrita por volta de 1889 e foi reeditada na ortografia original, Daí entendermos porque diz o autor que Ipojuca ainda era povoação e Nossa Senhora do Ó já era Vila e sede do município Ó (realmente, o foi por pouco tempo e isto aconteceu várias vezes no século XIX, dependendo da política reinante); e porque registra o autor que a freguesia tinha, quando ele escrevia o seu Dicionário (1889), tão poucos habitantes (700 almas) e havia na povoação tão reduzido número de casas de moradia (159 fogos). Na época, Nossa Senhora do Ó já era Vila e sede do município, mas possuía apenas “umas 250 casas e, calculadamente, umas1500 almas”, com mais habitantes, portanto, que Ipojuca.[2] Escreve o Padre Manoel da Costa Honorato: “A Lei n.o 203, de 26 de julho de 1848 transferiu a sede desta freguesia para a capela filial de Nossa Senhora do Ó. A Lei n.o 225, de 30 de agosto do mesmo ano deu novos limites à freguesia. A Lei n.o 236, de 22 de maio de 1849 transferiu a sede da freguesia para a povoação do seu nome [Ipojuca], revogando a Lei n.o 303 supra. A Lei n.o 238 de 26 de maio de 1949 revogou a lei n.o 225 e de a esta freguesia os mesmos limites que dantes tinha.”[3] Quanto a “Nossa Senhora do Ó de Ipojuca” (como também era conhecida), escreve o mesmo Pe. Honorato no final do verbete dedicado àquela povoação: “Finalmente, a Lei n.o 499, de 29 de maio de 1821 elevou-a de povoação à categoria de Vila...” [4]
Vejamos o que escreve o maior conhecedor da história de Nossa Senhora do Ó: “De 1846 a 1891, durante 45 anos, a sede do Município oscilou entre São Miguel de Ipojuca e Nossa Senhora do Ó de Ipojuca. O combate final deu-se em 1891, quando as tropas da polícia de Pernambuco, aliada aos jagunços dos Senhores de Engenho, derrotam na Rua da Batalha as tropas da polícia de Nossa Senhora do Ó, comandadas pelo Sargento José Jerônimo, que eram independentes de Pernambuco e do Brasil (grifo nosso).
Naquela derrota perde-se Desde sempre e para sempre ou até quando o desejo de uma parcela ou de todo povo em pensar que era possível ao povo brasileiro viver independente do sistema econômico mundial, pelo menos naquelas circunstâncias.” [5]
Por decisão do Sr. Arcebispo de Olinda e Recife D. José Cardoso Sobrinho, foi criada, aos 26 de outubro de 2005, a Paróquia de Nossa Senhora do Ó, desmembrada da de São Miguel de Ipojuca.
- A CRIAÇÃO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO Ó
Afinal os filhos de Nossa Senhora do Ó viram realizado o sonho de terem a sua terra como sede de uma freguesia. Foi criada a 30 de outubro de 2005 a Paróquia de Nossa Senhora do Ó, desmembrada da Paróquia de São Miguel de Ipojuca. O Decreto de Ereção Canônica acha-se transcrito no Livro de Crônica do Convento de Ipojuca. [6]
Frei Francisco Robério Ferreira de Souza, OFM, Administrador Paroquial de São Miguel de Ipojuca, concelebrou na Eucaristia de instalação da paróquia de Nossa Senhora dom Ó. Quanto aos limites, patrimônio e outros assuntos relacionados com a nova Paróquia, estão relatados, nos competentes livros paroquiais.
[1] GALVÃO, Sebastião de Vasconcellos, Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Edição fac-similar, Governo de Pernambuco, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Recife, 2006, Volume I, 2.a Edição, p. 316.
[2] GALVÃO, Sebastião de Vasconcellos, Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, Edição fac-similar, Governo de Pernambuco, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Recife, 2006, Volume I, 2.a Edição, p. 402.
[3] HONORATO, Manoel da Costa, Dicionário Topográfico, Estatístico e Histórico da Província de Pernambuco, Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Educação e Cultura, 2.a Edição, Recife, 1979, p. 58.
[4] HONORATO, Manoel da Costa, Dicionário Topográfico, Estatístico e Histórico da Província de Pernambuco, Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Educação e Cultura, 2.a Edição, Recife, 1979, p. 76.
[5] SOUSA LEÃO, Antônio Geraldo de, A Geografia e a História de Ipojuca: Aqui Começa, Nossa Senhora do Ó – Ipojuca, 2004, p. 33.
[6] Segundo Livro de Crônica do Convento de S. Antônio de Ipojuca, pp. 88 v. a 89 v..
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